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19 maio 2020

Brasil terá novo medalhista olímpico. Cláudio Roberto, prata em Sydney

20 anos depois, velocista que disputou eliminatórias, receberá prêmio

Foto: Fernanda Paradizo/CBAt

Em setembro de 2000, Cláudio Roberto de Souza tinha 27 anos. Nascido em Teresina, capital do Piauí, o velocista estava em Sydney e fazia parte da equipe brasileira que viria a fazer história no revezamento 4x100m naquela edição dos Jogos Olímpicos.

Nas eliminatórias, Cláudio Roberto correu ao lado de Vicente Lenílson, Edson Luciano e André Domingos. A partir da semifinal, ele foi substituído por Claudinei Quirino, que manteve o alto nível do quarteto brasileiro até a decisão. Na final, dia 30 de setembro, Cláudio Roberto assistiu das arquibancadas do Estádio Olímpico o quarteto formado pelos colegas Lenílson, Edson, André e seu substituto Claudinei Quirino finalizarem a prova em segundo lugar. O time verde e amarelo só ficou atrás dos americanos (37s61) e logo à frente de Cuba (38s04). Prata, a mais valiosa das quatro medalhas olímpicas do Brasil em revezamentos (além dessa prata de 2000, são três bronzes, um em 1996 e dois em 2008).

Segundo o próprio Comitê Olímpico Internacional (COI), Cláudio teria direito à medalha mesmo participando apenas das eliminatórias. A entrega só não ocorreu naquele dia porque o protocolo restringia a cerimônia aos quatro atletas da final. Só que, por vários motivos, a espera acabou sendo bem maior do que o atleta imaginava. Foram 20 anos aguardando. Mas, em breve, será a vez do piauiense sentir o gosto de colocar a medalha no peito. Após pedido de reavaliação do caso por parte do Comitê Olímpico do Brasil (COB), o COI confirmou nesse final de semana que a medalha será entregue ao brasileiro. A data e o local da cerimônia não estão definidos em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Vamos reparar uma injustiça histórica. Sempre o consideramos medalhista olímpico, mas faltava o Cláudio receber a medalha que lhe é de direito. Sua participação naquele revezamento foi fundamental para o Brasil chegar à decisão e depois conquistar a medalha de prata”, afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley.

Cláudio, hoje com 46 anos, afirma que nunca desistiu de receber a medalha.: “Tenho orgulho daquele time ter ganhado a medalha. Fiz parte daquilo tudo, corri com eles. São vinte anos à espera dessa carta de confirmação. Só tenho a agradecer”.

O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Warlindo Carneiro Filho, elogiou a postura de Cláudio até que a história chegasse ao desfecho positivo: “Parabenizo o Claudinho, uma pessoa sensacional, pela tranquilidade com que esperou. Parabenizo o André Domingos, que fez uma homenagem ao Cláudio com a réplica da medalha entregue em 2017, na assembleia da CBAt. Parabenizo o COB pelo trabalho. Claudinho, que momento espetacular! Estamos todos felizes e emocionados com mais essa vitória do atletismo brasileiro”.

“Com isso, já resgatamos cinco medalhas olímpicas, nove contando com as do revezamento 4x100m feminino, de Pequim 2008. Agora, resgatamos mais uma”, disse o dirigente.

A busca pelo reconhecimento recomeçou em 2019, quando o vice-presidente do COB, Marco Antônio La Porta, se encontrou com Cláudio em Teresina. Após uma troca de mensagens, apresentação e análise de provas e documentos, o COI respondeu afirmativamente ao pedido brasileiro dizendo que a medalha será entregue até o fim do verão europeu desde ano, em setembro.

“Assim que o COB receber a medalha enviada pelo COI, providenciaremos uma cerimônia de entrega da medalha à altura do feito do Cláudio Roberto. O Comitê tem trabalhado para valorizar a memória do esporte olímpico brasileiro e, sem dúvidas, essa homenagem fará jus a um dos grandes velocistas do Brasil”, completou Paulo Wanderley.

“A sensação de receber a medalha é maravilhosa. Eu busquei essa medalha durante anos e, de repente, ela vai chegar ao meu peito. Nunca perdi a esperança, mas sempre conduzi de uma maneira tranquila. Esse é o meu jeito. Agora é esperar mais uns meses até essa medalha chegar até mim. Já tá confirmado, já é oficial e estou numa felicidade bem grande”, concluiu Claudinho, como o ex-atleta é conhecido pelos colegas.


Fonte: Agência Brasil

21 março 2020

Em nota, COB defende Jogos Olímpicos em 2021

Justificativa é o "notório agravamento da pandemia de Covid-19"


Em nota oficial divulgada hoje (21) em seu site, o Comitê Olímpico do Brasil defendeu o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para o próximo ano, em período equivalente ao originalmente marcado, entre o fim de julho e a primeira quinzena de agosto.

As justificativas do órgão foram o notório agravamento da pandemia de Covid-19, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e a consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global.

No documento, o presidente do COB, Paulo Wanderley, se pronunciou de forma oficial: “Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os jogos para este ano impedirá que esse sonho seja realizado em sua plenitude”.

O comitê aproveitou a ocasião para ressaltar que a proposta de fazer os jogos em 2021 não altera a confiança da entidade no Comitê Olímpico Internacional (COI) e de que a melhor solução para o olimpismo será tomada. 

“O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das guerras mundiais, e nos boicotes de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. A entidade soube ultrapassar esses obstáculos, e vemos a chama olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal 1976, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade”, completa Paulo Wanderley.

Ainda na nota oficial, o comitê lembrou que, desde o início da pandemia, a entidade tem priorizado a saúde e o bem-estar dos atletas brasileiros e colaboradores. Há uma semana, a entidade cancelou eventos públicos e preparatórios para os jogos e determinou na terça-feira (17) o fechamento total do CT Time Brasil.


Fonte: Agência Brasil

01 dezembro 2018

COI anuncia comissão dos direitos humanos para Olimpíadas a partir de 2024

(Foto: Greg Martin/IOC)
O Comitê Olímpico Internacional anunciou neste sábado, marca de 600 dias para os Jogos de Tóquio, a criação de uma comissão de direitos humanos. Prevista para ter de seis a nove membros, ela vai ser dirigida pelo príncipe jordaniano Zeid Ra’ad Al Hussein. Os membros serão anunciados em março de 2019, enquanto que a comissão só será efetivada para os Jogos de Paris, em 2024.

O presidente do COI, Thomas Bach. comemorou a criação do novo órgão e exaltou sua importância. “Nós estamos extremamente felizes que Zeid Ra’ad Al Hussein tenha aceitado assumir a liderança dessa nova comissão. A promoção dos valores humanos no esporte é uma das principais prioridades do COI desde sua criação. Nossa missão, que é colocar o esporte a serviço da humanidade, caminha lado a lado aos direitos humanos, que fazem parte do nosso DNA”, disse o chefão.

O básico da comissão é garantir um diálogo com as cidades-sedes para que algumas normas sejam estabelecidas para receber os Jogos. Algumas das nomas pedem dos Comitês Organizadores: “respeito a legislação local, regional e nacional, assim como os acordos e protocolos internacionais do país-sede, relacionados a urbanismo, construção, proteção ao meio ambiente, saúde, segurança, condições de trabalho e luta anticorrupção”.


Fonte:Gazeta Esportiva

14 outubro 2018

Protesto "Black Power" nas Olimpíadas de 68 ainda repercute 50 anos depois

Atletas americanos Tommie Smith (D) e John Carlos (E) se abraçam após o final da prova de 200 metros livres nas Olimpíadas do México, dia 16 de outubro de 1968. AFP / -
Cinquenta anos depois de levantar o punho em sinal de protesto nas Olimpíadas do México-1968, os ecos desencadeados por John Carlos e Tommie Smith seguem ressoando com força no mundo do esporte atual.

A imagem dos atletas afro-americanos no pódio, dia 16 de outubro de 1968, com a cabeça abaixada e o punho cerrado e erguido se tornou uma das imagens mais icônicas do século XX.

O protesto redefiniu o conceito de ativismo no esporte, misturando-se com um antiquado movimento olímpico liderado pelo presidente Avery Brundage e os movimentos políticos e culturais ao redor do mundo naquele ano.

Os Estados Unidos já tinham vivido uma comoção por conta dos assassinatos de Martin Luther King e do candidato à presidência Robert F. Kennedy. Entre os dois casos, sangrentas manifestações foram realizadas em Chicago.

Grandes protestos contra a Guerra do Vietnã ganharam protagonismo no mesmo ano em que a França, liderada por estudantes, via iniciar uma grande defesa dos direitos civis.

Durante as Olimpíadas, o clima político ao redor do mundo chegou à Cidade do México. Dias antes do início das competições, forças governamentais do país encararam as manifestações deixando entre 300 e 500 mortos, milhares de feridos e 2.000 presos, segundo informações independentes.

- Repressão sangrenta -

Sob essa sangrenta repressão, os atletas iniciaram a disputa por medalhas em uma Olimpíada que entraria para a história pelo "Black Power", ilustrado pelo gesto de Smith e Carlos

Durante a manhã de 16 de outubro, Smith venceu os 200 metros livres estabelecendo então um novo recorde mundial (19.83 segundos), com Carlos conquistando o bronze atrás do australiano Peter Norman.

Durante a parte da tarde, na entrega das medalhas, Smith e Carlos fizeram o protesto no pódio, uma ação preparada antes do início dos Jogos Olímpicos.

Atletas americanos Tommie Smith (C) e John Carlos (D) levantam o punho ao lado do australiano Peter Normal (E) durante a premiação dos 200 metros livres nas Olimpíadas do México, dia 16 de outubro de 1968. EPU/AFP/Arquivos / -
Os dois atletas eram ativistas desde a etapa na Universidade Estatal de San José, na Califórnia, onde faziam parte do Projeto Olímpico pelos Direitos Humanos (OPHR) criado pelo sociólogo Harry Edwards. Ambos receberam suas medalhas descalços, simbolizando a pobreza dos negros nos Estados Unidos.

Smith se vestiu um cachecol preto para refletir o orgulho negro, enquanto Carlos levava consigo um colar de contas para representar "as pessoas que foram linchadas ou assassinadas e que ninguém fez uma oração por elas".

A princípio, ambos tinham planejado levar um par de luvas pretas cada um, mas Carlos esqueceu as suas e os dois acabaram compartilhando as de Smith, por sugestão de Norman. Os três, Carlos, Smith e Norman, também usaram insígnias da OPHR.

"As pessoas começaram a aplaudir com entusiasmo. De repente, imagino que decidiram que não gostavam do que estavam vendo e (os aplausos) se tornaram veneno e ira", explicou Carlos em um encontro na Cidade do México no mês passado.

"Isso me levou a uma espécie de estado de choque. Deixei o pódio no final com essa sensação de ter nascido no dia 5 de junho de 1945 para estar ali naquele 16 de outubro de 1968. Esse era meu propósito na vida". acrescentou.

- "A maior das tristezas" -

As repercussões contra Smith e Carlos foram duras. Brundage, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) na época, pediu enfurecido que ambos deixassem as Olimpíadas.

Um porta-voz da entidade descreveu o ato como "uma violenta brecha do espírito olímpico".
México 1968: as primeiras olimpíadas na América Latina. AFP / Tatiana MAGARINOS

Em dois dias, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos aceitou o pedido do COI, mandando Carlos e Smith para casa. Os dois foram recebidos recebidos como traidores, inclusive sendo ameaçados de morte.

Carlos atribuiu o suicídio de sua esposa Kim, em 1977, às turbulentas consequências da controvérsia. O velocista qualificou a perda da mulher como "maior tristeza" de sua vida.

Enquanto os dois atletas viviam com as consequências de seus protestos, o mundo do esporte já tinha sofrido mudanças.

Dave Zirin, editor de esportes da revista The Nation e autor do livro "The John Carlos Story: The Sports Moment that Changed the World" (A história de John Carlos: o momento esportivo que mudou o mundo), acredita que o protesto de 1968 deu maior poder aos atletas no mundo do esporte.

"Estes punhos para o alto e as revoltas dos atletas negros assustaram muito o mundo do esporte", disse Zirin à AFP.

"Tudo o que você vê na década de 1970, com a agência livre e salários mais altos, pode ser conectado àquele momento de 1968. E isso levou a grandes fortunas de várias gerações de atletas negros", acrescentou.

"O fator do medo que criou, e a maneira em que os atletas disseram 'espera um momento, estes Jogos são sobre nós e vamos impor nossa vontade política'", analisou.

Para Zirin, o recente ativismo de atletas como o ex-quarterback do San Francisco 49ers, Colin Kaepernick, está diretamente relacionado a Carlos e Smith.

"Muito atletas citam 1968 como uma lembrança para dizer 'olha, isso aconteceu antes, esse é nosso legado como atletas que protestam e não vamos renunciar a isso'", apontou.

"Quando você vê atletas agachados, apoiando o joelho e com o pulso para o alto, estão fazendo isso pela conexão com Tommie Smith e John Carlos".

12 setembro 2018

Comitê Organizador de Tóquio 2020 espera atrair 80 mil voluntários

EFE/ Kimimasa Mayama
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que serão disputados em 2020, anunciou nesta quarta-feira que pretende recrutar 80 mil voluntários, e que os interessados poderão se inscrever para atuar no evento a partir do dia 26 de setembro.

Caso alcance a meta estipulada, serão superados os números das edições mais recentes, de Londres, em 2012, que tiveram 70 mil voluntários, e do Rio de Janeiro, há dois anos, que selecionaram 50 mil pessoas, embora, apenas 35 mil tenham atuado, efetivamente.

O período de inscrição será iniciado em 26 de setembro e ficará aberto até dezembro. De acordo com a organização, a data exata será informada em breve, no site aberto para o programa de voluntariado.

Os selecionados receberão uniforme, alimentação e um seguro - embora tenham que pagar por hospedagem e transporte, se não forem moradores de Tóquio. Eles desempenharão diferentes funções em sedes da competição e Vila dos Atletas.

O período de atuação será de, pelo menos, dez dias, com oito horas diárias de trabalho, incluídos descanso e tempos de espera, informou o Governo Metropolitano de Tóquio.

A administração da capital japonesa, em paralelo, está realizando a seleção de 30 mil voluntários para atuar na cidade, com pelo menos cinco dias de jornada, de cerca de cinco horas. É preciso conhecimento básico de japonês, para oferecer apoio aos turistas durante os Jogos.

A expectativa do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, a expectativa é atrair 40 milhões de visitantes ao país no ano de realização do evento poliesportivo.

Os Jogos Olímpicos acontecerão entre 24 de julho e 9 de agosto. Os Paralímpicos serão iniciados em 25 de agosto e terminarão em 6 de setembro.

03 setembro 2018

Tocha olímpica será acesa no dia 11 de março de 2020

A tocha olímpica das Olimpíadas de Tóquio será acessa em 11 de março daquele ano, o nono aniversário do terremoto e do tsunami que devastou o nordeste do Japão, revelou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

"O COI já aceitou essa ideia, porque desde o início tem sido comprometido, sempre que possível, para ajudar a reconstruir a área," disse Bach em entrevista à agência de notícias local "Kyodo", que chamou a iniciativa de "uma ideia maravilhosa".

As palavras de Bach são o primeiro anúncio público do COI sobre a conclusão da cerimônia no aniversário do terremoto e subsequente tsunami que devastou cidades inteiras e deixou mais de 18 mil mortos e desaparecidos, uma proposta que veio da Comissão Organizadora Tóquio 2020.

A chama olímpica foi acesa em Olímpia (oeste da Grécia) desde que a Alemanha nazista apresentou a iniciativa de passar a tocha dos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936.

Após o revezamento na Grécia, a tocha será transportada para o Japão, onde será exibida nas cidades de Fukushima, Iwate e Miyagi, as três mais afetadas pelo desastre de 2011.

01 setembro 2018

Indonésia confirma candidatura para sediar Olimpíadas de 2032

 (Foto: Reprodução)
A Indonésia está interessada em sediar os Jogos Olímpicos de 2032. Neste sábado, o presidente Joko Widodo encontrou Thomas Bach, mandatário do Comitê Olímpico Internacional (COI), e confirmou a candidatura. As próximas edições do evento serão realizadas no Japão (2020), Paris (2024) e Los Angeles (2028).

Ainda não foi confirmada qual cidade seria a sede, mas a escolha deve ser a capital Jacarta. A cidade está recebendo os Jogos Asiáticos e, segundo Widodo, o sucesso do evento deu a segurança para o país se candidatar.

“Após uma excelente experiência nos jogos Asiáticos, acreditamos que podemos sediar o maior evento do mundo. Acreditamos que a Indonésia pode sediar as Olimpíadas de 2032”, declarou o político.

Apesar do interesse da Indonésia, a competição para sediar os jogos de 2032 promete ser forte, já que a Índia e a China, que recebeu o evento em 2008 em Pequim e teria candidatura com Xangai, já demonstraram ter interesse em receber as Olimpíadas. A Austrália, que foi a anfitriã em Sydney 2000, também estuda entrar na briga.

Contudo, a Indonésia foi a primeira a confirmar oficialmente a intenção de receber o maior evento esportivo do mundo, “Aqui há uma grande combinação de simpatia e eficiência e é exatamente isso que os jogos são. É uma grande decisão que dá à juventude deste jovem país uma visão de futuro e capitaliza o sucesso dos Jogos Asiáticos”.


Fonte:Gazeta Esportiva

03 maio 2018

Doping / OJ-2014: COI para recorrer das decisões do TAS que branqueiam russos

O chefe do COI, Thomas Bach, fala à imprensa em Nova Delhi, 19 de abril de 2018 (AFP / Archives / Dominique FAGET)
O Comitê Olímpico Internacional anunciou na quinta-feira que apelaria para as decisões do Supremo Tribunal Federal suíço do Tribunal de Arbitragem do Esporte, que foram parcialmente lavadas por atletas russos envolvidos no escândalo de doping dos Jogos Olímpicos de 2014 em Sochi.

Poucos dias antes dos Jogos Olímpicos em Pyeongchang, o CAS tinha repudiado o COI, o cancelamento total da pena de 28 atletas russos suspensos por 43 beneficiaram do sistema de doping estado nos Jogos Olímpicos de Sochi 2014.

Este sistema, descoberto pela Agência Mundial Antidopagem (WADA), levou a Rússia a ser suspensa das Olimpíadas de Pyeongchang.

O CAS considerou que a evidência era "insuficiente" para estabelecer casos de doping contra esses 28 atletas, anulando a suspensão vitalícia do COI e restaurando seus resultados.

Entre estes atletas caiados de branco está o esquiador Alexander Legkov, de 34 anos, coroado campeão olímpico no evento de 50 km nas Olimpíadas de Sochi de 2014 e que também conquistou a medalha de prata no revezamento de 4 x 10 km.

"O CAS explicou que sua decisão não significa que os atletas são inocentes e, no interesse dos atletas que terminaram atrás dos russos, queremos que o Supremo Tribunal Federal considere essas decisões", disse Bach. .

Esta decisão foi tomada quinta-feira após uma reunião em Lausanne do Conselho Executivo do COI.

As chances de vencer (no Supremo Tribunal Federal) "não desempenharam um papel, o único fator que nos levou a tomar a decisão (apelar) é a proteção de atletas limpos que foram espancados pelos russos" Bach acrescentou.

25 abril 2018

Comitê Rio-2016 cobra ex-executivo por atos que levaram a déficit do órgão

Arenas do Parque Olímpico do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca - Lalo de Almeida/Folhapress
O comitê organizador da Olimpíada do Rio de Janeiro notificou o ex-diretor-geral Sidney Levy para que preste contas de seus atos à frente da entidade.

Esse é o início de uma eventual cobrança de responsabilidades pela dívida de mais de R$ 200 milhões dos organizadores dos Jogos Olímpicos do Rio com fornecedores.

Sem recursos à vista, os conselheiros que restaram no órgão temem que credores avancem judicialmente sobre seus bens pessoais.

Dos seis membros do antigo Conselho Diretor do Comitê Organizador Rio-2016, apenas dois permanecem na entidade: Edson Meneses, ex-presidente do banco Prosper, e Bernard Rajzman, ex-jogador de vôlei e único membro brasileiro do COI (Comitê Olímpico Internacional).

O ex-presidente do conselho e do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi preso e afastado do Comitê Rio-2016.

A empresária Luiza Trajano, o ex-presidente da BM&F Manoel Felix Cintra Neto e o ex-proprietário do Jornal do Brasil José Antonio Nascimento Brito, todos ex-conselheiros do órgão, renunciaram a seus cargos há um mês, após a matriz francesa da GL Events, maior credora do comitê, ameaçar pedir a falência da entidade.

Levy foi notificado para prestar contas de sua gestão à frente da entidade. Ele foi contratado em janeiro de 2013, após o COI pressionar o comitê a ter executivos profissionais no comando da organização dos Jogos.

Ex-presidente do American Banknote no Brasil, Levy foi o responsável por estruturar a diretoria-executiva do Comitê Rio-2016 na fase mais crítica da organização dos Jogos.

Na estrutura do comitê organizador, a diretoria-executiva, chefiada por Levy, fazia as negociações com fornecedores e estabelecia as decisões estratégicas para execução dos serviços.

O Conselho Diretor era responsável por aprovar as contratações de valor acima de R$ 500 mil e cobrar executivos sobre a condução do órgão.

Em depoimento ao Ministério Público Federal, Levy afirmou que a entidade já tinha um déficit de aproximadamente R$ 150 milhões quando assumiu o cargo. Ele atribuiu o rombo inicial nas contas da entidade à falta de governança da equipe anterior.

Ainda assim, em 2014, ele decidiu que o comitê não receberia verba pública.

Quando o Rio de Janeiro venceu a disputa para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016, os governos federal, estadual e municipal se comprometeram a cobrir eventuais déficits do comitê organizador. No entanto, apenas a União editou lei sobre o tema ---o chamado Ato Olímpico.

Após o TCU (Tribunal de Contas da União) tentar analisar os gastos do comitê 
---inclusive salários de executivos--- em razão da garantia legal de cobertura, o órgão defendeu a retirada do artigo que previa o socorro federal. Dessa forma, o órgão fugiu das auditorias. Levy foi um dos defensores da medida.

Com a entidade à beira da falência, Meneses e Bernard decidiram notificar Levy a fim de analisar a responsabilidade do executivo sobre os atos que praticou no órgão e evitar o bloqueio de seus bens.

O COI encerrou contatos sobre ajuda financeira ao comitê desde a prisão de Nuzman, acusado de comprar voto para a escolha do Rio como sede.

A última auditoria apontou um rombo de R$ 218 milhões. Uma nova está sendo feita.

A Folha procurou os advogados de Levy para comentar a notificação, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Dívida do comitê organizador
Órgão deve R$ 218 milhões a fornecedores

Quem assume?
Comitê pretende pedir recursos para o COI, que já se negou a ajudar. Sem novos recursos, órgão terá de decretar falência, deixando credores sem pagamento. Os governos federal, estadual e municipal não pretendem socorrê-lo

Gestão do Parque Olímpico da Barra
AGLO (Autoridade de Governança do Legado Olímpico) não definiu quem administrará o espaço após junho de 2019, quando o órgão deixará de existir

Quem assume?
Governo pode prorrogar existência da AGLO. Caso contrário, a obrigação seria do Ministério do Esporte, que diz aguardar estudo do BNDES sobre modelo ideal de gestão das arenas

Maracanã
Estado alterou regras da concessão sem consentimento da concessionária, que não paga outorga de R$ 5 milhões anuais

Quem assume?
Governo do estado planeja há mais de 1 ano nova licitação do estádio

R$ 218 milhões
é o valor do rombo do comitê, segundo a última auditoria feita nas contas da entidade

R$ 9,2 bilhões
foi o total gasto pelo comitê organizador dos Jogos segundo a última versão da matriz de responsabilidade da Rio-2016, divulgada em junho de 2017

R$ 56,6 milhões
é o orçamento da AGLO para a administração e manutenção das Arenas Cariocas 1 e 2, o Velódromo e o Centro de Tênis no Parque da Barra da Tijuca em 2018

28 março 2018

Marcelo Melo e Mayra Aguiar são eleitos melhores atletas de 2017

(Foto: Reprodução/Twitter oficial/CBJ)
Organizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o Prêmio Brasil Olímpico foi realizado nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, e elegeu os melhores atletas olímpicos do ano de 2017. Os grandes vencedores da noite foram Marcelo Melo e Mayra Aguiar, que conquistaram o principal troféu da noite nas categorias masculina e feminina, respectivamente.

O prêmio de atleta da torcida, que tinha votação aberta do público, ficou com Caio Bonfim, da marcha atlética. Ele desbancou nomes como Ana Marcela Cunha, Gabriel Medina, Bruno Fratus e os próprios vencedores de melhor atleta para ficar com o troféu.

A noite contou também com homenagens para ícones esportivos do Brasil. Recém-falecido, Bebeto de Freitas, comandante da Geração de Prata do vôlei brasileiro, foi um dos lembrados e emocionou o público, inclusive o lendário técnico Bernardinho, da mesma modalidade. Por outro lado, Lars Grael recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, que homenageia grandes nomes que representam os valores positivos do esporte no Brasil.

Os comandantes das Seleções Brasileiras contaram igualmente com premiações. José Roberto Guimarães conquistou a categoria de melhor treinador de esportes coletivos, enquanto a dupla composta por Kiko Pereira e Mário Tsutsui, do judô, venceu o troféu na categoria individual.

Ana Sátila (canoagem slalom), Isaquias Queiroz (canoagem velocidade), Felipe Wu (tiro esportivo), Gabriel Medina (surfe) e Evandro/André (vôlei de praia masculino) venceram os prêmios individuais de melhores atletas em suas respectivas categorias.


Fonte:Gazeta Esportiva

16 março 2018

Zé Roberto Guimarães é eleito melhor treinador pelo Prêmio Brasil Olímpico

 (Foto: Divulgação)
Entregue pelo Comitê Olímpico Brasileiro, o Prêmio Brasil Olímpico homenageará três treinadores do esporte nacional que se destacaram em 2017. Nos esportes coletivos, o premiado será José Roberto Guimarães, treinador da seleção feminina de vôlei, enquanto Mário Tsutsui, treinador Confederação Brasileira de Judô,  Antônio Carlos Pereira, o Kiko, da Sociedade de Ginástica de Porto Alegre, serão os premiados pelos esportes individuais.

Responsável por levar a seleção brasileira a sua 12ª conquista da Super Liga de Vôlei no ano passado, Zé Roberto Guimarães será lembrado pelo prêmio pela quarta vez, já que anteriormente havia recebido referente aos anos 2008, 2012 e 2013.

“Esse prêmio representa o que a gente busca ano a ano, que é a superação. Foi muito gratificante encontrar um grupo jovem, mas que passou uma energia muito positiva e um espírito de luta que me deixaram muito satisfeito. Eu só tenho a agradecer a todos da minha comissão técnica por estarem me ajudando constantemente em todos os sentidos. No sentimento, nas atitudes, na determinação, na força e no fato de não desistirmos nunca. E às jogadoras pela energia que uma passa para outra e a vontade de estarem juntas lutando por uma causa”, destacou José Roberto Guimarães.

Pelos esportes individuais, um dos escolhidos será Mário Tsutsui, que se destacou pelo seu trabalho feito como treinador da seleção brasileira de judô feminina. Assumindo a função desde 2006, o trabalho de Tsutsui rendeu ótimos resultados no ano passado com a conquista de cinco medalhas e a terceira posição na classificação geral no Campeonato Mundial de Budapeste.

Outra pessoa que será homenageada pelo seu trabalho nos esportes individuais será Antônio Carlos Pereira, o Kiko, que trabalha na Sociedade de Ginástica Porto Alegre. O seu trabalho contribuiu para a formação de alguns dos maiores nomes brasileiros na ginástica, como Mayra Aguiar, Ketleyn Quadros, Felipe Kitadai e João Derly.

“Me sinto muito lisonjeado com o reconhecimento do COB. Vejo essa homenagem com muita felicidade. Tem um simbolismo, porque os clubes são o DNA do esporte brasileiro. São neles que nascem e se desenvolvem os talentos. Acho que o COB me homenageando, está homenageando a todos os clubes formadores de atletas olímpicos do Brasil”, declarou o premiado.

Entregue anualmente desde 1999, o Prêmio Brasil Olímpico acontece no dia próximo dia 28 de março, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.


Fonte:Gazeta Esportiva

15 março 2018

Dois esquiadores olímpicos sul-coreanos são suspensos por agressão sexual

Kim Ji-Hyon em foto de fevereiro. EFE/EPA/SERGEI ILNITSKY
Dois esquiadores olímpicos sul-coreanos foram suspensos de maneira permanente por supostamente terem agredido e assediado sexualmente algumas companheiras de equipe durante a Copa do Mundo realizada no Japão no começo do mês.

A Federação Coreana de Esqui anunciou que seu comitê disciplinar decidiu punir com suspensão definitiva Choi Jae-woo e Kim Ji-hyon, de 24 e 23 anos respectivamente, pelo comportamento durante a competição de esqui realizada entre 3 e 4 de março em Tazawako.

De acordo com a Federação, os dois esquiadores convidaram suas companheiras de equipe para beber com eles. Quando elas se negaram, eles aparentemente as agrediram e assediaram sexualmente.

As esquiadoras afetadas também denunciaram os fatos perante a polícia, informou a agência "Yonhap".

Choi e Kim competiram na equipe sul-coreana nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, que aconteceram fevereiro.

04 março 2018

COB abre votação para prêmio “Atleta da Torcida”

 (Foto: Reprodução)
A votação para escolher o “Atleta da Torcida” do Prêmio Brasil Olímpico 2017 foi aberta neste domingo. O público terá até o próximo dia 28, momentos antes do final da cerimônia do Prêmio, para escolher seu preferido. A cerimônia será realizada na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro e premiará também os Melhores Atletas do Ano, entre outros troféus. Em 2016, a Atleta da Torcida foi a campeã olímpica de judô Rafaela Silva.

Para concorrer ao “Atleta da Torcida”, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) selecionou dez atletas ou duplas que se destacaram durante a temporada de 2017. Concorrem ao prêmio: Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Ana Sátila (canoagem slalom), André & Evandro (vôlei de praia), Bruno Fratus (natação), Caio Bonfim (atletismo), Gabriel Medina (surfe), Letícia Bufoni (skate), Marcelo Melo (tênis), Mayra Aguiar (judô) e Rebeca Andrade (ginástica artística).

A votação pode ser feita através do site do Comitê Olímpico do Brasil – www.cob.org.br/pbo, ou através do Facebook, Twitter ou Instagram. Para votar diretamente pelas redes sociais, basta utilizar a hashtag com o nome do atleta e a sigla pbo.

Outras premiações – Além do Atleta da Torcida, a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico 2017 fará outras premiações. Concorrem ao troféu de Melhor Atleta do Ano: Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Ana Sátila (canoagem slalom) e Mayra Aguiar (judô), no feminino; e Caio Bonfim (atletismo), Marcelo Melo (tênis) e Evandro e André (vôlei de praia), no masculino.

A escolha dos melhores atletas em cada modalidade, assim como os dois atletas que receberão o Troféu Melhor Atleta do Ano, foi realizada por um júri formado por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte.


Fonte:Gazeta Esportiva

28 fevereiro 2018

Elegidos por estudantes, mascotes dos Jogos de 2020 são anunciados no Japão

(Foto: TORU YAMANAKA/AFP)
Nesta quarta-feira, foram conhecidos os dois mascotes que representarão os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio. No estilo do mangá, os personagens foram selecionados através de uma votação, da qual participaram estudantes de todo o ensino fundamental do Japão, e anunciados em evento realizado pelo Comitê organizador das Olimpíadas.

Os dois “super-heróis” foram desenvolvidos pelo designer Ryo Taniguchi e, nas cores azul e rosa, são caracterizados pela hospitalidade e pela auteridade. O azul diz respeito aos Jogos Olímpicos, enquanto o rosa será símbolo dos Jogos Paralímpicos. Eles foram detentores de 53% dos votos, ao conquistarem a preferência de 109.049 estudantes japoneses.

“A ideia é transmitir uma ideia futurística, tendo o personagem um senso de justiça muito forte”, disse o criador dos mascotes, os quais ainda não têm nomes definidos. Os nomes, por sinal, deverão ser anunciados em julho ou agosto deste ano.

22 fevereiro 2018

COB divulga os atletas que concorrem ao prêmio Melhor Atleta do Ano

 (Foto: Satiro Sodré/CBDA)
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou nesta quinta-feira os atletas que concorrerão ao tradicional troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico 2017. Disputando entre as mulheres estão Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Ana Sátila (canoagem slalom) e Mayra Aguiar (judô), no feminino; entre os homens estão, Caio Bonfim (atletismo), Evandro/ André (vôlei de praia) e Marcelo Melo (tênis).  Os vencedores em 2016 foram Isaquias Queiroz e Rafael Silva.
Os atletas que se destacaram em cada modalidade olímpica também foram reconhecidos e nomeados como melhores de suas respectivas modalidades. A escolha deles, assim como os atletas que concorrem ao Troféu de Melhor Atleta do Ano, é feita a partir de um júri formado por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte.

Outras categorias da premiação são: Atleta da Torcida – o vencedor é escolhido pelo público através de votação pela internet; Melhor Técnico Individual e Coletivo; Troféu Adhemar Ferreira da Silva; e Melhores Atletas nos Jogos Escolares da Juventude.

 (Foto:Divulgação/Centauro)
Premiação mais importante do esporte brasileiro, o Prêmio Brasil Olímpico chega a sua 19ª edição. Os vencedores serão conhecidos na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, dia 28 de março, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.


Fonte:Gazeta Esportiva

07 fevereiro 2018

COI analisa países africanos para sediar Jogos da Juventude de 2022

 (Foto: Florian CHOBLET/AFP)
O Comitê Olímpico Internacional (COI) deu uma grande esperança para o continente africano, nesta terça-feira, de sediar novamente um evento esportivo de grande porte. Antes do início das Olimpíadas de Inverno, que começam na próxima sexta-feira, a entidade aprovou a inclusão dos Comitês Africanos como possíveis anfitriões para a próxima edição dos Jogos da Juventude, que acontecem em 2022.
A África foi a única que ainda não recebeu uma edição da competição. A última vez que o continente recebeu um evento esportivo foi em 2010, com a Copa do Mundo. A eleição da sede dos Jogos de 2022 acontece na próxima reunião do COI, programada para outubro de 2018 na Argentina, em Buenos Aires.
“A África é o lar de tantos atletas olímpicos muito bem-sucedidos e um continente de jovens. E é por isso que queremos levar os Jogos Olímpicos da Juventude para lá em 2022. O COI vai se aproximar de comitês nacionais africanos para avaliar a possibilidade de um projeto deste tipo”, disse o presidente do COI, Thomas Bach.
Em breve deve acontecer um encontro entre o COI e os Comitês Nacionais Africanos para a discussão dos países e cidades com capacidade de sediar o evento esportivo. Os critérios de avaliação se baseiam em conteúdos já estabelecidos pela competição de verão.

Foonte:Gazeta Esportiva

07 dezembro 2017

COI anuncia que irá realizar mais de 20 mil testes antidoping até 2018

O médico Richard Budgett falou sobre a medida tomada pelo COI (Foto: FABRICE COFFRINI / AFP)
O COI (Comitê Olímpico Internacional) confirmou nesta quinta-feira que irá realizar que fará mais de vinte mil testes antidoping até o início dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018. Os testes serão conduzidos pela Agência Mundial Antidopagem (WADA), Comitê Olímpico Internacional (COI) e as respectivas Federações Internacionais da modalidade.
O médico chefe do COI, Richard Budgett, falou sobre a situação envolvendo a Rússia e que acredita numa melhor fiscalização nos próximos anos.”Foram sete mil testes até novembro em quatro mil atletas. Haverá muito mais nos próximos dois ou três meses. Acredito que o número total de testes será mais de vinte mil”.
Os Jogos Olímpicos de 2018 acontecerão no primeiro semestre do ano que vem em PyeongChang, condado localizado na província de Gangwon, na Coreia do Sul. Será a primeira vez que o país asiático sediará esse evento, e a segunda que comandará os Jogos Olímpicos, já que em 1988 a cidade de Seul realizou o torneio de verão, mais popular e visto no Brasil.
Em 2014, a Rússia tinha sido uma das melhores delegações ao ficar na quarta posição geral, com 24 medalhas no total (nove de ouro, sete de pratas e oito de bronze). Foi a edição dos Jogos Olímpicos em que mais teve países com atletas participantes, 88, enquanto que em 2008 tinham sido 82.

Fonte:Gazeta Esportiva

26 novembro 2017

Pela segunda vez, incêndio atinge Velódromo do Rio

O Velódromo foi umas das obras mais atrasadas dos Jogos (Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro/Renato Sette Camara)
Palco de disputas ciclísticas nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o velódromo do Parque Olímpico, na Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), foi atingido, na madrugada deste domingo, por um incêndio. Ainda não há informações sobre as causas do incidente.
Os bombeiros do quartel da Barra da Tijuca foram acionados por volta das 0h35. Às 5h10, o fogo foi controlado. A Defesa Civil do Rio de Janeiro fez vistoria no local e descartou a possibilidade de risco na estrutura.
Este foi o segundo incêndio que atingiu o espaço neste ano. Na primeira ocasião, em 30 de julho, um balão caiu sobre o Velódromo causando o fogo.
A estrutura foi uma das obras inauguradas com maior atraso para os Jogos Olímpicos do último ano. O Velódromo custou R$ 137,7 milhões — cerca de R$ 25 milhões a mais que o estimado pelo Governo Federal e a Prefeitura do Rio.


Fonte:Gazeta Esportiva

23 novembro 2017

COB anuncia saída de diretor executivo de esportes

Agberto Guimarães ficou pouco mais de um ano no cargo (Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB)
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou na noite desta quinta-feira a demissão de Agberto Guimarães. Assim, o ex-atleta deixa o cargo de diretor executivo de esportes da entidade.
Na função desde outubro de 2016, quando assumiu logo após os Jogos Olímpicos, o ex-corredor saiu “em comum acordo” segundo nota publicada no site do COB. Ainda conforme o texto, o órgão que rege o esporte olímpico do País passa por reestruturação.
Desde 11 de outubro, o Comitê Olímpico é presidido por Paulo Wanderley. Carlos Arthur Nuzman, ex-mandatário, preso por corrupção na escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016, renunciou ao cargo.
Como atleta, Agberto Guimarães, atualmente com 60 anos, foi campeão pan-americano nos Jogos de Caracas, em 1983. Ele levou o ouro em duas provas: os 800m e os 1500m, ambos no estilo raso.
Confira a nota oficial do COB:
Agberto Guimarães não é mais Diretor Executivo de Esportes do Comitê Olímpico do Brasil, função que exercia desde outubro de 2016. Em comum acordo, e seguindo a reestruturação assumida pela nova gestão, decidimos pelo encerramento do ciclo do profissional no COB. 
Atleta olímpico, medalhista pan-americano, Agberto Guimarães tem expressiva contribuição ao Movimento Olímpico brasileiro, seja nas pistas ou na gestão.  Desejamos a ele sorte e sucesso em seus novos desafios
Comitê Olímpico do Brasil


Fonte:Gazeta Esportiva

06 novembro 2017

Rogerinho R9 luta para transformar o Futebol de Amputados em esporte Paralímpico

Foto: Rodrigo Coca/Corinthians
Famosos se unem pela causa, e dão além de sua opinião, o apoio a Rogerinho R9 e o Futebol de Amputados.

O atacante Rogerinho R9 é o principal atleta da modalidade. Com quase 500 gols na carreira, o atleta sonha em ver o Futebol de Amputados se tornar um Esporte Paralímpico.

O Corinthians Mogi Futebol de Amputados, é o atual campeão Brasileiro. Além do Tricampeonato pelo timão, Rogerinho R9 conquistou outros títulos esse ano: Copa do Brasil, Paulistão, Taça Cidade e Open Nordeste.

O Comitê Paralímpico Internacional (IPC na sigla em inglês) anunciou recentemente às 22 modalidades que serão disputadas em Tóquio, no Japão em 2020: atletismo, tiro com arco, badminton, bocha, canoagem, ciclismo, hipismo, futebol de 5, goalball, judô, halterofilismo, remo, tiro esportivo, vôlei sentado, natação, tênis de mesa, taekwondo, triatlo, basquete, esgrima, rugby e tênis em cadeira de rodas.

Nonato, Meia do A.D. São Caetano. @gu_nonato

"Acho que como todos os outros esportes Paralímpicos, a inclusão do futebol de amputados deve ser repensada pelo comitê para que os praticantes desse esporte tenham a oportunidade de, quem sabe um dia, disputar esse torneio. Nós jogadores sabemos o quanto é difícil conseguir um lugar ao sol nesse meio, eu particularmente ja acompanhei algumas vezes essa modalidade e conheço o Rogerinho, e ja o vi em diversos programas dando entrevistas. Parece ser um ótimo profissional e uma pessoa muito humilde. Torço para que ele, assim como todos os outros atletas dessa modalidade, consigam um espaço maior nesse cenário mundial".

Osmar Cambalhota, Ex Atacante do Palmeiras e Santo André. @osmar9oficial

Acredito que a modalidade de futebol para amputados deveria fazer parte do programa Paralímpico. Aqui em Marília temos um projeto chamado AMEI (Associação Mariliense de Esportes Inclusivos) aonde eles trabalham com diversas modalidades esportivas, revelando vários talentos nos esportes Paralímpicos. Inclusive com a presença do campeão paralímpico e mundial dos 400 metros classe T20 Daniel Martins. E a gente pode acompanhar de perto todas as dificuldades que esse pessoal passa e como o esporte faz bem pra vida deles. Por isso eu apoio essa ideia do Rogerinho R9".

Mateus Pasinato, Goleiro do XV de Piracicaba. @mateuspasinato

Acompanho a muito tempo o esporte Paralímpico e pra mim são verdadeiros guerreiros e exemplos de superação. Ainda não sei o porque do futebol de amputados não estar presente. Ele carrega a bandeira de que o esporte transforma e que a vida tem sentido mesmo não tendo todos os membros perfeitos. Acredito que não só a inclusão da modalidade, mas também a divulgação dela se faz cada vez mais necessário. Eu apoio o Rogerinho R9".

Débora Dunhill, Apresentadora de TV e Musa do Grêmio. @deboradunhiiloficial

"Deveria ser um esporte Paraolímpico, isso porque já tem futebol para deficientes visuais. Acompanho a Paralimpíada e vi que tem a modalidade futebol para deficientes visuais. Sobre o Rogerinho R9, severíamos ajudá-lo, via redes sociais a alavancar a campanha e fazer chegar ao comitê Paralímpico internacional. Essa luta deveria ser abraçada por outros países, também".

Stephany Afonso, Jornalista Esportiva. @steafonsoo

"O futebol por si só já é a maior paixão mundial, acredito que não tenha nada que possa substitui-lo, estava refletindo sobre isso essa semana. A prova disso foi a final europeia, onde os Turcos lotaram o estádio para a partida de futebol de amputados. Se o esporte comum já possui sua maestria e seus devotos, nada mais do que justo e brilhante dar lugar àqueles que por sua vez, dentro de suas próprias limitações, nos provam que o futebol continua superando limites pelo mundo. Ao contrário daquilo que dizem, temos mais uma vez a prova de que o futebol não é apenas um esporte. É algo vivo, respira, sobrevive com classe e DEVE ser tornar também uma paixão nos jogos paralímpicos".

Pedro Lacerda, Jornalista Esportivo e Assessor de Imprensa do Canal Boleiros Conectados @pedro.lacerda_

"A inclusão do Futebol Paralímpico para Amputados é uma bandeira importantíssima a ser defendida. É um esporte sério e profissionalizado. O Brasil, devido muito também a sua importância, não só como nação, mas também como um País conhecido como o "País do Futebol", é uma das nações que abraçam a integração deste esporte na Paralímpiada. O Rogerinho R9 é um dos principais atletas desta modalidade no Brasil, joga em um grande clube como o Corinthians e é um dos jogadores que defende a aderência do Futebol Paralímpico para Amputados. Seu apelido, "R9", não é por acaso, ele ganhou este apelido justamente por ser artilheiro e fazer gols bonitos e decisivos, como fazia Ronaldo Fenômeno. Defendo fortemente também a inclusão do esporte para que profissionais e atletas sérios possam ter o devido espaço em um evento esportivo tão importante quanto a Paralímpiada. O Brasil, tetracampeão mundial e atual campeão da Copa das Confederações deve seguir adiante com sua força e imponência no esporte para conseguir que esta modalidade seja incluída".

Renan Rocha, Goleiro do Bragantino. @goleirorenanrocha

"O futebol pra amputados poderia sim ser incluído nas paraolimpíadas. Vemos tantas modalidades que ganharam espaço e hoje estão nos jogos, e mesmo ainda não sendo tão popular no Brasil. Sabemos que aqui nas nossas terras não valorizamos tanto os atletas Paralímpicos​, só procuramos saber sobre os esportes nas Paralimpíadas, que é quando a mídia nos mostra a vida destes atletas e como é difícil essa inclusão aqui no Brasil. O Rogerinho R9 conheço pela mídia, que é um dos poucos que vejo aparecer na mídia fora da época das Paralimpíadas, espero que ele consiga levantar essa bandeira e inclua seu esporte nos  próximos jogos".

Paulo Reale, Jornalista Esportivo e Produtor de TV. @paulojreale

"Torço para que o Futebol de Amputados se torne um Esporte Paralímpico. Vejo a luta diária do meu amigo Rogerinho R9, o quanto ele se esforça e se dedica ao esporte, sempre pensando em ajudar o próximo. Rogerinho é um exemplo de superação, e tem meu apoio".

Adriano Silva, "Joselito" Programa Hermes & Renato. @adrianosilva79

"Devemos olhar com atenção para toda prática esportiva e o futebol de amputados no deveria ser diferente, além de se tratar de um belo exemplo de superação. Sou um amante de todo e qualquer tipo de esporte e procuro acompanhar sempre que possível.
Vivemos momentos tão difíceis, acho que o comitê deveria dar o real valor a esses grandes exemplo para nosso país,para o mundo.
Deixo meu apoio e orgulho de ver pessoas como Rogerinho R9 que batalham pelo esporte, em busca do real reconhecimento."

Fernando Ribeiro, Assessor de Imprensa do Criciúma Esporte Clube. @fernandocribeiro

"O esporte paralímpico não tem a devida atenção do público em geral. Para mim o futebol de amputados deveria estar sim nas Paralimpíadas. O Rogerinho tenho vaga lembrança. Acredito que a mídia dá uma atenção excessiva para futebol e outras modalidades sofrem com a falta de visibilidade, o que afeta diretamente no apoio. No caso de esportes paralímpicos a situação é ainda pior. Todos nós precisamos dar mais ainda tenção para esses verdadeiros guerreiroa do esporte. Que dão a vida pelo simples prazer de competir por seu clube ou país".
 
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