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19 maio 2020

Torcedores do Flamengo revivem emoção do bi na Libertadores de 2019

Reprise do jogo ajudou rubro-negros a matarem saudades do futebol

Foto: Guadalupe Pardo/Reuters

Domingo (17) de isolamento social, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), e o Rio de Janeiro anoiteceu sob gritos emocionados que tomavam janelas e varandas da cidade.

“Mengo! É campeão!”

Às 18h deste domingo (17), Gabriel Barbosa marcava o segundo gol do Flamengo sobre o River Plate, e a torcida rubro-negra comemorou o bicampeonato na Copa Libertadores da América. Era a reprise da final disputada em 23 de novembro de 2019, em Lima (Peru), exibida pela TV Globo, que saciou, pelo menos por um dia, a sede de futebol da maior torcida do Brasil.

Sem poder acompanhar o Flamengo em ação dentro de campo desde o dia 14 de março de 2020 - devido à paralisação das competições de futebol, em decorrência da pademia de covid-19 - na vitória sobre a Portuguesa, pelo Campeonato Carioca, os rubro-negros conseguiram, com mais calma, saborear um dos dias mais importantes da história do clube. Afinal, foram 38 anos de espera até reconquistar a América.

Valeu a pena aguardar? A empolgação durante a reprise da partida mostrou que sim. O empresário Luciano Ferreira, de 41 anos, só teve uma ideia melhor do jogo neste domingo (17). Isto porque ele era um dos mais de 26 mil flamenguistas presentes no Estádio Monumental de Lima. Mesmo em São Paulo, ele encontrou uma forma de comemorar novamente o título.

“Eu tava lá. Cheguei dias antes, vivi toda a confusão de ter que trocar passagem, vai ou não vai... comprei por milha, foi uma confusão só. No dia a galera foi se encontrando no shopping, naquele clima... quando chegou o jogo tava todo mundo surtado demais. Imagina, não podia tomar nem uma cerveja! Nem antes! Foi desesperador aquilo. Esta foi a primeira vez que eu revi o jogo e só revi o segundo tempo. Você vai revendo, relembrando e é bem diferente pra mim do que quem viu pela televisão. Tava viajando do Rio para São Paulo, onde estou agora, Cheguei aqui desesperado no final do primeiro tempo, liguei a televisão na casa de um amigo meu, não pegava, e quando consegui fazer pegar, tava passando o jogo do Corinthians. Liguei o laptop aqui, aí no intervalo eu falei: quer saber? Vou sair pra comprar uma bebida e já volto. Fui no mercado aqui do lado e comprei um barril inteiro de cerveja. Não tem jeito, quando você revê o jogo... pelo amor de Deus... para quem tava lá vem muitas lembranças, é bizarro”.  

No Rio de Janeiro a festa foi completa. O torcedor rival que se incomoda com a felicidade rubro-negra, sofreu. O professor de Educação Física, Jorge Leitão, de 45 anos, fez questão de mostrar sua alegria aos vizinhos, e quer mais.

“Agora eu realmente vi o jogo. Na primeira vez nem as cervejas, nem a emoção me deixaram curtir a partida de futebol mesmo. Eu curti o jogo, vibrei junto com meu filho e foi tão emocionante quanto da primeira vez. A galera aqui do prédio vibrou, teve fogos, gritaria, exatamente como me lembro que foi a final. Agora é esperar a pandemia acabar para o Flamengo ser tri aqui no Maracanã”.  

Também teve quem ficou ansiosa mesmo sabendo do resultado final. Luciana Sabino preferiu ser mais discreta, mas a funcionária pública não escondeu a aflição e ainda mandou o recado para quem preferiu ver outro jogo na hora da final

“Eu torci sim, torci, fiquei emocionada no gol. Em determinado momento me peguei angustiada porque o gol não saía, fiquei nervosa, e no final veio aquela explosão de alegria. Mas eu fiquei quietinha, no meu sofá. Os meus vizinhos berrando e eu fiquei na minha, quieta, não me mexi, mas por dentro eu estava como se estivesse revivendo aquele dia, que foi sem palavras, muito emocionante. Tem um amigo meu que é flamenguista roxo e disse que não ia assistir porque viu dia desses novamente e preferia assistir o Campeonato Alemão”.

De acordo com o jornalista Gabriel Vaquer, do UOL, o VT de Flamengo x River Plate alcançou um pico de 22 pontos de audiência no Ibope no Rio de Janeiro, com média de 18.3, superando a meta de 18 pontos, que era estimada pela TV Globo.


Fonte: Agência Brasil

06 dezembro 2018

River e Boca iniciam preparação para inesperada final em Madri

AFP / Juan Mabromata
River Plate e Boca Juniors iniciaram nesta quinta-feira a preparação em Madri para a final da Libertadores, que vai ser disputada no domingo no estádio Santiago Bernabéu sob forte esquema de segurança, após os incidentes em Buenos Aires que provocaram a mudança de local.

Depois de duas semanas de controvérsia e incertezas sobre como e onde seria decidida a final da competição, Boca e River já estavam instalados na capital espanhola e com os primeiros treinamentos programados.

Nesta quinta-feira, o Tribunal de Apelações da Conmebol recusou o protesto do Boca Juniors de pedir os pontos da final da Libertadores, por conta das agressões sofridas antes do jogo de volta contra o River Plate. O presidente do Boca, Daniel Angelici, já tinha antecipado que se a decisão fosse negativa o clube apelaria a Corte Arbitral do Esporte (CAS).

Mesmo a milhares de quilômetros de Buenos Aires, a segurança do encontro segue sendo questão central para a realização do confronto. Um líder da torcida organizada do Boca Juniors foi deportado para a Argentina ao chegar à cidade.

Trata-se de "um dos barra-bravas mais significativos e perigosos e com numerosos antecedentes", explicou à AFP um porta-voz da polícia espanhola. Os oficiais organizaram um amplo dispositivo para manter a ordem antes e durante o jogo.

- Desfrutar o futebol -

Os jogadores também convocaram a calma: "as pessoas são inteligentes, sabe que aqui não se pode atrapalhar muito. Que aconteça tudo em paz, como tem que ser", disse o experiente atacante Carlos Tévez, do Boca Juniors.

"O futebol é um jogo, é preciso vivê-lo em paz. Tem que vir para desfrutar", complementou o goleiro Franco Armani, do River Plate.

Diante do decisivo encontro de domingo, com muitos dos 81 mil ingressos reservados para a abundante comunidade argentina que mora na Espanha, os comandados de Guillermo Barros iniciaram a preparação nas instalações da federação espanhola RFEF em Las Rozas, no noroeste de Madri.

Em um ambiente agradável sob um sol invernal, os xeneizes realizaram um trabalho tático em meio campo e depois seguiram para exercícios de chute à gol. Aproximadamente trinta torcedores acompanharam a atividade subindo as grades que rodeiam o local.

Já o River Plate aterrizou no aeroporto de Barajas na quinta-feira pela manhã. A equipe só tem programada uma atividade no centro de treinamento do Real Madrid em Valdebebas no final da tarde.

- "Uma final um pouco estranha" -

Os incidentes vividos nos arredores do estádio Monumental, dia 24 de novembro, quando o ônibus do Boca foi atacado com pedras e gases por torcedores organizados do River, parecem estar distantes.

A partida foi adiada para o dia seguinte e depois foi suspensa indefinidamente, abrindo um período de controvérsia e incerteza no qual o Boca tentou vencer a decisão no tapetão e o River fez de tudo para manter o jogo de volta em seu estádio.

A Conmebol optou por jogar a decisão em Madri. Apesar das queixas das duas equipes no início, finalmente confirmaram a partida para a capital espanhola após o empate em 2 a 2, dia 11 de novembro, na Bombonera.

"É uma final um pouco estranha. Como jogador, acho que é importante não perder o foco. É uma final de Libertadores. Mas jogar em Madri um River-Boca... é estranho", reconheceu Carlos Tévez.

Armani também avaliou que jogar em Madri "tem um gosto estranho, porque obviamente cada um de nós queria jogar em casa com nosso público".

"É importante colocar o foco no que vai acontecer no jogo", insistiu o atacante Tévez. Além das polêmicas, no domingo muito estará em jogo em um estádio emblemático que já sediou finais de Copa do Mundo, Eurocopa e Liga dos Campeões.

"Se joga e se vence no campo. Depois de domingo haverá um campeão e já não se fala mais", acrescentou Armani.

Tribunal recusa pedido de pontos ao Boca Juniors na final da Libertadores

NOTICIAS ARGENTINAS/AFP/Arquivos / JOSE BRUSCO
O Tribunal de Apelações da Conmebol recusou o protesto do Boca Juniors, nesta quinta-feira, depois do clube pedir os pontos da final da Libertadores por conta das agressões sofridas antes do jogo de volta contra o River Plate.

A entidade decidiu "desestimar o recursos de apelação apresentados pelo Clube Atlético Boca Juniors no dia 30 de novembro de 2018 contra a decisão ditada pelo Tribunal de Disciplina da Conmebol, do dia 29 de novembro de 2018", indicou o Tribunal de Apelações da entidade.

A resolução se definiu três dias antes de Boca e River disputarem a superfinal da Libertadores no estádio Santiago Bernabéu, em Madri. A partida foi transladada para a capital espanhola depois de torcedores do River atacarem o ônibus do time adversário com pedras, nos arredores do estádio Monumental dia 24 de novembro.

01 dezembro 2018

River emite nota rejeitando escolha de Santiago Bernabéu para final

(Foto: Alejandro PAGNI / AFP)
O que seria a maior final de Libertadores está se transformando na mais polêmica da história. Neste sábado, um dia após o Boca desafiar a Conmebol, mais um capítulo do jogo aconteceu. O River Plate divulgou uma nota oficial rechaçando a realização da partida no estádio Santiago Bernabéu, como está definida desde a última quinta-feira pela Conmebol.

Segundo o comunicado, o clube entende que a mudança de local para a grande decisão traz uma desnaturalização para a disputa do duelo, além de tirar a condição de mandante para a equipe. Outro fator mencionado no texto é o prejuízo para os torcedores que comprar os ingressos para a partida que aconteceria no último sábado.

Para justificar o seu posicionamento contrário quanto a mudança, o River cita três razões no comunicado. O primeiro é uma defesa, afirmando que os ataques ocorridos no último final de semana ocorreram num perímetro exterior em relação ao espaço em que a segurança estava sendo organizada pelo clube mandante, tirando a responsabilidade do clube quanto ao ataque ao ônibus do Boca.

A segunda justificativa são os 66 mil torcedores que acabam sendo prejudicados pela mudança da partida, já que eles não poderão acompanhar o confronto devido aos custos e distância para a nova sede escolhida. Por fim, o clube afirma que a decisão deve acontecer em território argentino, mesmo com o país sediando a reunião do G20, algo utilizado como justificativa para a Conmebol para escolha de uma local fora da Argentina para a final.

Ainda não houve uma resposta da entidade do futebol sul-americano quanto a carta emitida pelo River Plate. Dessa forma, o duelo segue confirmado, pelo menos num primeiro momento, para o dia 9 de dezembro, às 17h30 (de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu, em Madrid.


Fonte:Gazeta Esportiva

"A bola não pode parar", diz presidente da Fifa sobre final da Libertadores

Gianni Infatino durante coletiva de imprensa em Buenos Aires, dia 1º de dezembro de 2018.(AFP / ALEJANDRO PAGNI)
O presidente da Fifa Gianni Infantino disse neste sábado que a final da Libertadores entre Boca Juniors e River Plate, transferida de Buenos Aires para ser disputada em Madri no dia 9 de dezembro, deve ser realizada.

"A Conmebol vai ter que tomar uma decisão. Minha convicção é que tem que ser jogada. A bola não pode parar", disse Infantino em coletiva de imprensa às margens do G-20.

Neste sábado, o River Plate comunicou que não deseja disputar a decisão no estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid.

"Existem uns idiotas que arruinaram a festa. É preciso encontrá-los e tirá-los", destacou o dirigente sobre os ataques com pedras e paus ao ônibus do Boca Juniors nos arredores do estádio Monumental.

As agressões terminaram com a reprogramação do jogo pela Conmebol para o dia 9 de dezembro em Madri. É a primeira vez que a final vai ser jogada fora da América do Sul desde a primeira edição de 1960.

30 novembro 2018

Final da Libertadores entre Boca e River será em Madri

A final da Copa Libertadores entre Boca Juniors e River Plate será disputada em 9 de dezembro no estádio Santiago Bernabéu, em Madri.(AFP/Arquivos / Christof STACHE)
A adiada final da Copa Libertadores entre Boca Juniors e River Plate será disputada em 9 de dezembro no estádio Santiago Bernabéu, em Madri, confirmou a Conmebol nesta quinta-feira.

A partida de volta entre os arquirrivais argentinos foi suspensa duas vezes no último fim de semana devido a graves incidentes violentos nos arredores do estádio Monumental do River, em Buenos Aires.

A Conmebol confirmou a data e a sede da partida minutos após o Tribunal Disciplinar da entidade rejeitar o recurso apresentado pelo Boca para que o clube conquistasse a vitória e o título devido aos incidentes.

O Tribunal determinou ainda que o River Plate jogue suas próximas duas partidas em competições da Conmebol como local sem torcida, além de pagar uma multa de 400 mil dólares.

O Boca se apresentará para jogar em Madri para evitar sanções, mas recorrerá contra a decisão na Câmara de Apelações da Conmebol e no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

"O clube insiste em que, diante de provas concludentes do brutal ataque ao ônibus da equipe ocorrido no dia 24 de novembro de 2018, nas imediações e até no portão de entrada do estádio Monumental, não cabe outra sanção que a solicitada em nossas alegações".

A partida foi suspensa no fim de semana por duas vezes devido a ataques com pedras de torcedores do River Plate contra o ônibus que levava os jogadores do Boca Juniors ao Monumental para disputar a partida de volta. O incidente deixou vários jogadores feridos, inclusive o capitão da equipe, Pablo Pérez, que sofreu uma lesão no olho.

Na partida de ida, em 11 de novembro na Bombonera, Boca e River empataram em 2 a 2.

Amparado no artigo 18 do Regulamento de Disciplina da Conmebol, o Boca apresentou na véspera novos elementos dos incidentes para apoiar sua petição de que o River seja desclassificado.

"Não aceitaremos qualquer partida até que o Tribunal se manifeste", havia declarado na terça-feira o presidente do Boca, Daniel Angelici, que nesta quinta admitiu jogar em Madri.

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, foi claro sobre a realização da final: "A partida ocorre fora da Argentina".

O artigo 18 prevê a desclassificação da equipe em caso de agressão, como ocorreu com o Boca nas oitavas de final da Libertadores em 2015 contra o River, quando os jogadores do time visitante foram atacados com gás de pimenta no intervalo da partida no estádio La Bombonera.

25 novembro 2018

Conmebol adia final da Libertadores entre Boca-River

Vista do estádio Monumental de Núñez, dia 25 de novembro de 2018, em Buenos Aires.(AFP / ALEJANDRO PAGNI)
A histórica final da Libertadores com o clássico argentino entre Boca Juniors e River Plate, marcada por incidentes violentos no sábado, foi adiada para uma data ainda indefinida, anunciou neste domingo o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

"Não estão dadas as condições de igualdade esportiva para disputa da final. Por isso, a Conmebol tomou a decisão de adiar a final da Libertadores e convocou os presidentes de ambos os clubes para Assunção para encontrar uma nova data", disse Domínguez ao canal Fox Sports da Argentina.

A reunião entre os presidentes do Boca, Daniel Angelici, e do River, Rodolfo D'Onofrio, será realizada na terça-feira na sede da Conmebol. "É uma vergonha a imagem que demos ao mundo", lamentou Domínguez.

O anúncio do adiamento da partida foi realizado poucos minutos depois do Boca solicitar a suspensão jogo no Monumental e a aplicação do regulamento disciplinar da competição para punir o River.

No sábado, torcedores do River Plate utilizaram pedras e gases para agredir o ônibus do rival na chegada ao estádio Monumental de Núñez. Vários jogadores, entre eles o capitão Pablo Pérez, ficaram machucados por conta dos cacos da janela quebrada e dos artefatos que entraram no ônibus.

Os incidentes fizeram a Conmebol atrasar o horário previsto duas vezes para tentar realizar a partida, esperando uma recuperação dos jogadores do Boca. Após horas de suspense e confusão, a confederação sul-americana confirmou o adiamento da partida para este domingo, às 18h pelo horário de Brasília.

Com o empate em 2 a 2 na Bombonera há duas semanas no jogo de ida, a expectativa para a finalíssima superou os limites da paixão. A violência de torcedores novamente se voltou contra o espetáculo, em mais um capítulo do histórico de violência no futebol argentino.

Boca Juniors solicita suspensão da final da Libertadores à Conmebol

TELAM/AFP / José ROMERO
O Boca Juniors solicitou à Conmebol a suspensão da final da Libertadores e punições ao River Plave, neste domingo, depois dos incidentes de violência realizados pela torcida adversária no sábado, que obrigaram o adiamento da partida.

"Depois dos atos de violência sofridos nos arredores do estádio (Monumental), o Boca considera que as condições de igualdade não estão dadas e solicita a suspensão do jogo, assim como a aplicação das sanções correspondentes previstas no Artigo 18", informou o Boca em comunicado oficial publicado em seu site.

"Na tarde de ontem, o Boca Juniors solicitou o adiamento do jogo pelos incidentes e se estabeleceu como prioridade que o mesmo possa ser disputado em igualdade de condições", destacou a equipe.

De acordo com o artigo 18 do Regulamento Disciplinar de Competições da Conmebol, vários castigos são previstos em caso de infrações ou atos de violência como o acontecido nos arredores do Monumental.

Entre as mais importantes, estão dedução de pontos, determinação do resultado de um jogo, obrigação de jogar uma partida a portas fechadas e a desqualificação de competições em curso e/ou de futuras competições.

No sábado, torcedores do River Plate utilizaram pedras e gases para agredir o ônibus do rival na chegada ao estádio. Vários jogadores, entre eles o capitão Pablo Pérez, ficaram machucados por conta dos cacos da janela quebrada e dos artefatos que entraram no ônibus.

Pouco antes da publicação do comunicado do Boca, o presidente da Conmebol Alejandro Domínguez afirmou que nada mudou e que "o jogo se joga às 17h (18h pelo horário de Brasília)". O mandatário lembrou o pacto de cavalheiros realizado no sábado entre os presidentes das duas equipes.

Após o empate em 2 a 2 na Bombonera há duas semanas no jogo de ida, a expectativa para a finalíssima superou os limites da paixão. A violência de torcedores novamente se voltou contra o espetáculo, em mais um capítulo do histórico de violência no futebol argentino.

Superfinal da Libertadores entre Boca-River marcada pela violência

AFP / Juan Mabromata
A inédita final da Copa Libertadores com o clássico argentino entre Boca Juniors e River Plate será disputada neste domingo, depois de ser adiada por conta dos seguidos incidentes do dia anterior, apesar de já estar marcada na história por conta da violência.

Torcedores do River Plate utilizaram pedras e gases para agredir o ônibus do rival na chegada ao estádio Monumental de Núñez. Vários jogadores, entre eles o capitão Pablo Pérez, ficaram machucados por conta dos cacos da janela quebrada e dos artefatos que entraram no ônibus.

Após o empate em 2 a 2 na Bombonera há duas semanas no jogo de ida, a expectativa para a finalíssima superou os limites da paixão. A violência de torcedores novamente se voltou contra o espetáculo, em mais um capítulo do histórico de violência no futebol argentino.

"Um dia triste para o futebol sul-americano. A Conmebol se solidariza com os jogadores, suas famílias e todos os afetados. O que deveria ser um encontro esportivo para viver, desfrutar e compartilhar o melhor do futebol sul-americano se transformou numa vergonha", lamentou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, em sua conta no Twitter.

Após horas de suspense e confusão, a confederação sul-americana confirmou o adiamento da partida para este domingo, às 18h pelo horário de Brasília. No sábado, a Conmebol ainda atrasou o horário previsto duas vezes para tentar realizar a partida, esperando uma recuperação dos jogadores do Boca.

A prefeitura de Buenos Aires, que após os incidentes chegou a interditar o Monumental por excesso de público, decidiu voltar atrás na decisão neste domingo argumentando que "todos os elementos de segurança estão presentes".

- Pacto de cavalheiros -

AFP / Ivan PISARENKO
Domínguez assegurou que os presidentes de River, Rodolfo D'Onofrio, e Boca, Daniel Angelici, fecharam "um pacto de cavalheiros" para suspender o jogo e disputá-lo no domingo.

"Não estamos em condições de jogar, estão nos obrigando a jogar a partida. Existem três companheiros que ficaram afetados pelo que caiu" no veículo, disse o ídolo da torcida do Boca, Carlos Tevez.

Depois do anúncio do adiamento do jogo, vários incidentes foram registrados nos arredores do Monumental entre torcedores do River e a polícia.

"Os jogos nós ganhamos ou perdemos dentro do campo. Mas com vários jogadores que ficaram machucados, com outros que tinham falta de ar, as condições não estavam dadas para jogar por esta agressão", indicou Angelici.

"Não era lógico jogar assim. Nossa solidariedade e preocupação era com o Boca e com os jogadores, porque se via claramente que estavam afetados por esse acontecido lamentável", respondeu o mandatário do River, D'Onofrio.

24 novembro 2018

Conmebol adia para domingo final da Libertadores entre River-Boca

Pablo Pérez (C) volta ao estádio Monumental com proteção no olho depois de ser atendido no hospital, dia 24 de novembro de 2018, em Buenos Aires.(AFP / Juan MABROMATA)
Após muito suspense e duas mudanças de horário, a Conmebol anunciou neste sábado o adiamento da finalíssima da Libertadores entre River Plate e Boca Juniors, depois do ônibus do Boca ser atacado por torcedores do River na chegada ao estádio Monumental.

"Quero parabenizar os dois presidentes porque houve entre eles um pacto de cavalheiros, porque nestas condições se desnaturalizou o jogo. Um não pode jogar e outro não quer jogar contra um rival que não está em condições", disse o presidente da Conmebol Alejandro Domínguez.

A confederação sul-americana confirmou o adiamento da partida para domingo, às 18h pelo horário de Brasília. Antes da decisão da Conmebol, a partida chegou a ser adiada duas vezes esperando uma recuperação dos jogadores do Boca.

"Não estamos em condições de jogar, estão nos obrigando a jogar a partida. Existem três companheiros que ficaram afetados pelo que caiu" no veículo, disse o atacante e ídolo da torcida do Boca, Carlos Tevez.

Torcedores do River Plate utilizaram pedras e gases para agredir o ônibus do rival na chegada ao estádio Monumental de Núñez. Vários jogadores, entre eles o capitão Pablo Pérez, ficaram machucados por conta dos cacos da janela quebrada e dos artefatos que entraram no ônibus.

"Estão nos obrigando a jogar", diz Carlos Tevez

AFP / ALEJANDRO PAGNI
"Não estamos em condições de jogar, estão nos obrigando a jogar a partida", disse o atacante Carlos Tevez, neste sábado, depois do ônibus do Boca Juniors ser atacado por torcedores do River Plate antes da finalíssima da Libertadores.

"Não estamos em condições de jogar, estão nos obrigando a jogar a partida. Existem três companheiros que ficaram afetados pelo que caiu" no veículo, disse o ídolo da torcida do Boca.

Torcedores do River Plate utilizaram pedras e gases para agredir o ônibus do rival na chegada ao estádio Monumental de Núñez. Vários jogadores, entre eles o capitão Pablo Pérez, ficaram machucados por conta dos cacos da janela quebrada e dos artefatos que entraram no ônibus.

"Pablo acabou de chegar do hospital e tem uma proteção no olho. Temos outros companheiros com cortes... Até pouco tempo não podíamos respirar bem porque os gases nos afetaram. Não podemos jogar assim", relatou Tevez.

Segundo imagens de televisão, o veículo entrou no palco da decisão com vários vidros laterais quebrados. Os jogadores do Boca, aos descerem do ônibus, tossiam e estavam com lágrimas nos olhos por conta do efeito dos gases.

O jogo estava inicialmente programado para às 18h pelo horário de Brasília, mas foi adiado pela Conmebol por conta dos incidentes, com previsão de início às 20:15h.

Torcedores do River atacam ônibus do Boca com pedras e gases

AFP / Alejandro PAGNI
O ônibus que levava o time do Boca Junios para a final da Libertadores deste sábado foi atacado por torcedores do River Plate, que utilizaram pedras e gases para agredir o rival.

Segundo imagens de televisão, o veículo entrou no palco da decisão com vários vidros laterais quebrados. Os jogadores do Boca, aos descerem do ônibus, tossiam e estavam com lágrimas nos olhos por conta do efeito dos gases.

"Nos jogaram de tudo", disse o capitão do Boca Pablo Pérez, visivelmente afetado. Já o zagueiro Carlos Izquierdoz relatou rapidamente que "nos jogaram gás de pimenta, paus, pedras. Entrou de tudo no ônibus".

A televisão mostrou imagens da entrada dos jogadores e comissão técnica no vestiário, visivelmente afetados com os gases.

"Foi um descontrole nas últimas ruas perto do Monumental. A polícia se viu transbordada com tanto vandalismo e precisou dispersar os torcedores com gás lacrimogêneo, que também entraram no ônibus pelo efeito do vento e pelas janelas quebradas", disse um dos dirigentes à imprensa.

Os incidentes desencadearam mensagens de indignação entre ex-jogadores nas redes sociais.

"Preparado para ver o jogo e mais uma vez tenho que viver diante de meus filhos um espetáculo desagradável... Até quando?", questionou o ex-atacante Gabriel Batistuta, que defendeu as camisas dos dois times.

Pablo Pérez chegou a ser transferido para uma clínica para ser analisado por um médico, segundo informações dos dirigentes do Boca.

"Mais uma oportunidade perdida diante do mundo inteiro que nos observa. Vergonhoso, lamentável", escreveu Batistuta no Twitter.

O jogo estava inicialmente programado para às 18h pelo horário de Brasília, mas foi adiado pela Conmebol e vai começar às 20:15h.

O ex-zagueiro do Barcelona Carles Puyol lamentou o episódio em suas redes sociais: "Que pena as notícias que chegam da Argentina... Assim não se vive o futebol. Vergonha!", escreveu o antigo capitão do Barça.

O deslocamento do elenco foi feito com forte custódia policial desde o exclusivo setor de Puerto Madero, no centro de Buenos Aires, até o bairro de Núñez no norte da cidade, onde está localizado o estádio Monumental.

22 novembro 2018

Cinco chaves para a superfinal da Libertadores entre River e Boca

AFP / Alejandro PAGNI
Após o empate em 2 a 2 no jogo de ida, na Bombonera, Boca Juniors e River Plate decidem a final da Libertadores no sábado com as casas de apostas marcando tendência de 50% de chances para cada um.

1. Gallardo, onipresente

Impedido de entrar na Bombonera no jogo de ida, por conta de suspensão de quatro jogos pela Conmebol, o técnico Marcelo Gallardo poderá ir ao Monumental na partida de volta. No entanto, o treinador está proibido de se sentar no banco e ter comunicação com seus assistentes e jogadores, antes, durante e depois da bola rolar.

Mas a simples presença de Gallardo em um dos camarotes do estádio já é uma vitória para o River, já que o comandante é muito mais do que um técnico. É líder indiscutível do time, alma e nervos de um elenco que o escuta como um profeta.

Prova disso foi a presença do treinador no intervalo da semifinal contra o Grêmio, quando a equipe perdia por 1 a 0 e virou para se garantir na final, desobedecendo sua suspensão para revolucionar o vestiário.

2. O efeito Monumental

O empate na primeira partida deixa o confronto aberto, mas o River começará o jogo em casa com a sensação de ter conquistado bom resultado no estádio do rival. Fazer a decisão em seu estádio, com 63 mil torcedores a seu favor, representa para o River uma vantagem e a lembrança dos três títulos da Libertadores conquistados.

Assim como as vitórias contra o colombiano América de Cali, em 1986 e 1996, e contra o Tigres do México em 2015, o River será novamente o mandante da partida que decide o torneio.

"Que os torcedores do River acreditem, porque têm com o que acreditar", soltou Gallardo para alimentar a paixão de seus fiéis torcedores.

Por outro lado, o Boca de Guillermo Barros Schelotto não perdeu fora de casa nesta edição da Libertadores. Além disso, o treinador xeneize não sabe o que é perder em três jogos disputados no Monumental, com balanço de duas vitórias e um empate.

3. Ponzio, o reforço

Uma lesão muscular sofrida contra o Grêmio tirou o capitão Leonardo Ponzio da primeira final na Bombonera. Mas o "León", 36 anos, acelerou sua recuperação para voltar a ser a voz de Gallardo dentro de campo.

Estrategista determinante, Ponzio é o encarregado do primeiro passe no River e onde se iniciam as jogadas ofensivas da equipe. Sabe em qual momento acelerar ou segurar o jogo, sendo sua experiência internacional um ponto vital para este tipo de confrontos que pedem sabedoria e cabeça fria.

4. Duelos de coletivos

O River jogou bem ao longo da temporada com um esquema 4-3-1-2, enquanto o Boca sofreu interessante transformação em setembro com a entrada do colombiano Sebastián Villa em seu tradicional 4-3-3.

O time de Gallardo tem uma grande dinâmica no meio campo, com a evolução de jogadores como Gonzalo Martínez, Exequiel Palacios, Ignacio Fernández e o colombiano Juan Fernando Quintero. O Boca, por outro lado, se refugia principalmente no passe longo de Pablo Pérez para explorar a força e velocidade de Ramón Ábila e Villa na frente.

Mas ambos os times chegarão ao confronto com desfalques importantes em suas estruturas. O River não contará com o colombiano Rafael Santos Borré por acúmulo de cartões, enquanto o Boca sentirá a ausência do atacante Cristian Pavón por lesão muscular que o tirou do primeiro confronto na Bombonera.

5. Glória ou humilhação eterna

Quando a bola rolar, iniciará o superclássico da glória ou da humilhação, jogado fora dos gramados e alimentado pelas torcidas e nas redes sociais.

A rivalidade entre antigos vizinhos do bairro La Boca, onde ambos nasceram há mais de um século apenas separados por três ruas, é uma das mais famosas do futebol.

O River carrega em sua história recente a vergonha de um rebaixamento à segunda divisão, em 2011, um episódio dolorosa para sua torcida e que faz salivar os torcedores do Boca antes de qualquer clássico.

Levando esses pontos em consideração, o vencedor da superfinal da Libertadores abraçará a glória eterna, enquanto o perdedor terá consigo a humilhação durante a vida.

13 novembro 2018

Estiramento pode tirar Pavón do duelo River-Boca decisivo

Cristian Pavón sofreu lesão no jogo de ida da final da Libertadores e deve desfalcar o Boca Juniors.(AFP / ALEJANDRO PAGNI)
O atacante do Boca Juniors Cristian Pavón sofreu um estiramento e é improvável que se recupere a tempo para jogar o jogo de volta da final da Copa Libertadores contra o River Plate, dia 24 em Buenos Aires, informou o departamento médico.

O atacante precisou ser substituído aos 27 minutos do jogo de ida da superfinal argentina da Libertadores, no último domingo na Bombonera, ao sofrer um problema muscular na perna esquerda.

Os médicos do Boca confirmaram que Pavón sofreu um estiramento e precisará de cerca de 12 dias para se recuperar, o que reduz suas chances de estar em campo no estádio Monumental para o jogo de volta da decisão.

Pavón, integrante da seleção argentina que disputou a Copa do Mundo da Rússia-2018, assumiu a condição de titular do Boca sob o comando do técnico Guillermo Barros Schelotto, mas viu a equipe melhorar com a entrada em seu lugar de Darío Benedetto no primeiro jogo contra o River.

Benedetto foi o autor do segundo gol do Boca Juniors na partida de ida, que terminou empatada em 2 a 2.

10 novembro 2018

Final da Libertadores entre Boca-River é adiada para domingo por chuvas

Árbitro chileno Roberto Tobar faz vistoria no gramado antes da final da Libertadores entre Boca-River, dia 10 de novembro de 2018, em Buenos Aires.(AFP / Eitan ABRAMOVICH)
O esperado clássico entre Boca Juniors e River Plate, pela partida de ida da final da Libertadores, foi adiado por conta das fortes chuvas que atingiram Buenos Aires neste sábado.

A Conmebol oficializou o adiamento do confronto através do Twitter, após inspeções considerarem as condições do gramado inviáveis para a realização do jogo. A entidade revelou que o clássico vai ser realizado no domingo, às 17h pelo horário de Brasília.

"Por motivos de força maior, o jogo fica suspenso para amanhã, domingo 11, às 16:00h" (17h pelo horário de Brasília), indicou a Conmebol pelas redes sociais.

Uma tempestade torrencial com fortes ventos atingiu Buenos Aires desde o amanhecer de sábado, mas a decisão de adiar o jogo demorou para esperar uma eventual melhora do clima e a drenagem do gramado.

O anúncio se tornou público apenas 95 minutos antes da hora prevista para a bola rolar. Quase 53 mil lugares do estádio já estavam ocupados e a torcida não parava de cantar, mesmo com a chuva.

Impedidos de irem ao jogo por conta da segurança, os torcedores do River se reuniram em frente ao estádio Monumemtal para empurrar seus jogadores antes do jogo.

O time do Boca chegou a sair da concentração e subir no ônibus para ir ao estádio, mas a equipe voltou ao hotel para esperar uma definição definitiva da Conmebol.

09 novembro 2018

Superfinal de tirar o fôlego: Boca x River pelo título da Libertadores

AFP / ALEJANDRO PAGNI
O êxtase da paixão futebolística na Argentina ficará à tona neste sábado na disputa de um inédito superclássico do país na final da Copa Libertadores entre Boca Juniors e River Plate, tão populares quanto predestinados a fazer história.

O primeiro cenário será a mítica Bombonera do Boca, o estádio que pulsa quando milhares de espectadores saltam e gritam nas arquibancadas. A volta acontecerá no dia 24 no grandioso Monumental, casa do River.

Os que torcem para o Boca e suas tradicionais cores azul e amarelo são os 'xeneizes', no dialeto genovês dos imigrantes italianos que povoaram o bairro portuário de La Boca.

Já quem veste a camisa branca da faixa vermelha do River Plate é chamado de 'millionário' (milionário), um apelido que vem do histórico de contratações caras do clube.

1. Um sonho

É a primeira vez que os dois rivais se enfrentam na final da Libertadores desde que o torneio, o mais desejado do continente, foi criado em 1960.

"É o jogo dos sonhos", declarou o ex-técnico da Argentina Marcelo Bielsa, hoje treinador do Leeds United inglês.

A emoção é de tirar o fôlego de qualquer um na Argentina. Os dois clubes têm juntos 70% dos torcedores do país. É melhor nem pensar na tensão que seria se os dois clubes decidissem o título nos pênaltis, no jogo de volta.

Os rivais se enfrentaram apenas duas vezes em um século na final de uma competição valendo um título oficial. Em 1976, o Boca venceu o River por 1 a 0 e ergueu o troféu do torneio Nacional. Já o River levou a Supercopa argentina naquele mesmo ano ao vencer por 2 a 0.

Lendas do futebol mundial vestiram essas camisas históricas: um tal de Diego Maradona no Boca e o inesquecível Mario Kempes no River.

2. Paixão inexplicável

O difícil é saber qual o maior clássico do mundo. Sim, há outros enormes duelos pelo planeta, como o espanhol Real Madrid-Barcelona, o escocês Celtic-Rangers, o inglês Liverpool-Manchester United, o italiano Juventus-Inter ou até o gaúcho Grêmio-Internacional aqui no Brasil.

Mas um Boca-River tem algo de inexplicável. O diário inglês The Observer afirmou que um amante do futebol "não tem o direito de morrer antes de assistir, pelo menos uma vez, a um Boca-River". Mas também não precisa ser uma questão de vida ou morte: na imprensa argentina é possível ver diversas matérias com conselhos médicos de como se prevenir de um infarto provocado pelo clássico.

Nas semifinais, os dois gigantes argentinos eliminaram clubes brasileiros, com o Boca despachando o Palmeiras em São Paulo e o River levando a melhor sobre o Grêmio em Porto Alegre.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, que já foi presidente do Boca Juniors no passado, tentou convencer os dois clubes a permitir a entrada de torcedores rivais em seus respectivos estádios para as finais da Libertadores.

O mandatário não foi ouvido.

"Não quero ser responsável por uma morte", declarou o presidente do River, Rodolfo D'Onofrio. O atual presidente do Boca, Daniel Angelici, concordou com o rival, devido ao alto número de mortes relacionadas ao futebol na Argentina, mais de 300 em meio século.

A loucura também se reflete na venda de ingressos. Lugares que custavam 90 dólares nas semifinais estão sendo vendidos por 25 mil dólares para a grande decisão. Só podem entrar 53 mil pessoas na Bombonera e 67 mil no Monumental. "Precisaríamos de três Bomboneras", ilustrou Angelici.

Nos confrontos diretos entre os rivais, o Boca soma 10 vitórias a mais, além de ter vencido seis Libertadores e três Copas Intercontinentais. O River soma três Libertadores e uma Intercontinental.

3. Os ídolos

Os dois técnicos são ídolos de suas torcidas. O do River é Marcelo 'Muñeco' Gallardo e o do Boca é Guillermo 'Melli' Barros Schelotto. Ambos são adorados pela fidelidade aos clubes e pelas vitoriosas carreiras como jogadores e técnicos. Gallardo, porém, não poderá estar na Bombonera para o primeiro jogo devido a uma suspensão imposta pela Conmebol.

O trio de arbitragem será chileno, composto pelo árbitro Roberto Tobar e pelos assistentes Christian Schiemann e Claudio Ríos.

- Prováveis escalações:

Boca Juniors: Agustín Rossi - Leonardo Jara, Lisandro Magallán, Carlos Izquierdoz, Lucas Olaza - Nahitan Nández, Wilmar Barrios, Pablo Pérez - Cristian Pavon, Ramón Abila ou Darío Benedetto, Sebastián Villa. T: Guillermo Barros Schelotto.

River Plate: Franco Armani - Gonzalo Montiel, Jonatan Maidana, Javier Horacio Pinola, Milton Casco - Ignacio Fernández ou Bruno Zuculini, Enzo Pérez - Exequiel Palacios, Gonzalo Martínez - Lucas Pratto, Rafael Santos Borré. T: Marcelo Gallardo.

Boca e River: os primos que são arquirrivais dentro de campo

AFP/Arquivos / ALEJANDRO PAGNI
Dividiram o berço, mas cresceram brigando: Boca e River, os arquirrivais do futebol argentino, nasceram como vizinhos na ribeira de Buenos Aires e se consideram 'primos', embora se chamem pejorativamente de 'bosteros' e 'gallinas'.

Os apelidos surgiram para desmerecer um ao outro e acabaram entrando no folclore que anima o confronto entre os dois clubes mais populares do futebol argentino e que disputarão uma inédita superfinal da Copa Libertadores, neste sábado.

É o Boca-River dos sonhos dos torcedores e que ninguém quer perder. "Eu peço a Deus e a minha mãe (já falecida) que Boca se classifique à final com o River", havia suplicado Diego Maradona antes da disputa das semifinais.

"A metade mais um" do país torce para o Boca, segundo sua própria torcida, apesar dos torcedores do River terem no Monumental o maior estádio da Argentina. Já a Bombonera se tornou uma lenda por 'pulsar' a cada gol do Boca.

- Rivais de bairro -

"O antagonismo destes colossos tem raízes na grande história do futebol argentino. Boca-River é consequência de uma polêmica surgida há mais de 100 anos, não é uma invenção da mídia", declarou Gabriel Batistuta, ex-jogador da seleção argentina e que defendeu em campo as duas equipes na carreira.

Os dois clubes nasceram há mais de um século em La Boca, bairro operário de imigrantes italianos no sul da capital argentina e vizinho ao porto de Buenos Aires.

Embora no início ambos instalaram seus campos a três ruas de distância um do outro, logo tomaram rumos diferentes.

O River se mudou para o norte da capital para inaugurar em 1938 o Monumental em Nuñez, uma zona residencial confortável.

O bairro combina com o apelido dado à torcida do River de "millionarios" ('milionários' em português), que remonta a 1930, quando o clube comprou um jogador por uma soma exorbitante para a época.

O Boca afirma ser o clube mais popular do país e critica o River por ter dado as costas ao bairro humilde que o viu nascer.

O Boca teve uma passagem fugaz por Wilde, na periferia sul de Buenos Aires, mas precisou voltar para La Boca devido à perda de sócios.

Lá, se estabeleceu de uma vez por todas com o estádio La Bombonera, inaugurado em 1940 e convertido em lenda por seu peculiar formato de caixa de bombons.

Com capacidade para 53.000 pessoas, a construção permite tamanha proximidade do público ao campo que os torcedores garantem que o estádio 'pulsa' com cada comemoração de gol.

Embora o jargão futebolístico cite um confronto entre pobres e ricos, a rivalidades Boca-River não faz distinção de classes. No fim, uns não são tão milionários assim nem os outros tão pobres.

Curiosamente, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, ex-presidente do Boca, pertence a uma das famílias mais ricas do país.

- Duelo de estilos -

O River foi historicamente associado ao bom futebol. Contou com jogadores como Mario Kempes, Alfredo Di Stéfano e o uruguaio Enzo Francescoli.

O Boca é mais identificado com a garra dentro de campo, uma virtude muito apreciada pela torcida argentina, embora os grandes ídolos do clube também eram conhecidos pela enorme qualidade técnica: Maradona, Juan Riquelme e Carlos Tevez.

Em relação a títulos internacionais, o Boca vence por 18 a 10. Só na Libertadores, são 6 troféus para o Boca e metade para o River.

Por outro lado, o River tem maior domínio no futebol argentino na era profissional (36 a 33). Já em confrontos diretos, nova vitória do Boca (268 a 252).

- 'Gallinas' e 'bosteros' -

O apelido de 'bostero' ('excremento') é oriundo da dura realidade de La Boca no início do século passado, quando inundações frequentes deixavam as ruas do bairro repletas de fezes de cavalo, além de um cheiro insuportável.

Suas precárias casas com fachadas pintadas de cores vivas se tornaram nos dias de hoje um passeio obrigatório do turismo de Buenos Aires.

Já o River é 'gallina' ('galinha') desde uma histórica derrota por 4 a 2 para o Peñarol, do Uruguai, levando a virada depois de sair vencendo por 2 a 0 na final da Libertadores de 1966, disputada no estádio Nacional do Chile.

Após a dura derrota, os torcedores do Banfield, equipe que o River enfrentou logo em seguida pelo campeonato local, jogaram galinhas mortas em campo, uma provocação aos 'medrosos' rivais.

Somente em um ano, 2011, não foi disputado em superclássico, devido ao rebaixamento do River Plate.

Embora no ano seguinte o clube voltou à primeira divisão, a torcida do Boca faz questão de relembrar a maior vergonha do rival: "Gallina esa mancha no se borra más, vos te fuiste al descenso quemando el Monumental" ("Galinha essa mancha não se borra mais, você foi rebaixado queimando o Monumental"), cantam na Bombonera.

No Monumental, a resposta é na mesma moeda: "Vamos los 'millos' vamos a ser primeros, para que lloren todos los bosteros" (Vamos 'milionários', vamos ser primeiros para que chorem todos os bosteros").

03 novembro 2018

Grêmio perde na Conmebol e River Plate é confirmado na final da Libertadores

 (Foto: Eitan Abramovich/AFP)
A Conmebol anunciou na noite desse sábado o resultado da audiência realizada na sede da entidade, em Luque, no Paraguai. O Tribunal Disciplinar da entidade decidiu manter o River Plate na final da Copa Libertadores, negando o pedido do Grêmio, derrotado pela equipe argentina nas semifinais do torneio.

O técnico Marcelo Gallardo, contudo, não poderá ficar à beira do campo nas duas finais contra o arquirrival Boca Juniors, marcadas para os dias 10 e 24 de novembro, pois foi suspenso por três partidas devido ao descumprimento da pena anterior à semifinal imposta pela Conmebol.

Na última terça-feira, por meio de rádio, Gallardo se comunicou com o banco de reservas do River durante a partida disputada na Arena, além de descer ao vestiário no intervalo.

O treinador estava impedido de se comunicar com elenco e comissão técnica pela reincidência do time em atrasos no retorno ao segundo tempo de partidas válidas pela Libertadores. A punição valerá apenas para competições organizadas pela entidade sul-americana.

Na audiência, o Grêmio pediu a reversão dos pontos na derrota por 2 a 1 para o River Plate, resultado que determinou a eliminação do time gaúcho nas semifinais da Libertadores. A estratégia dos advogados do Grêmio foi responsabilizar o River Plate pelos atos de Marcelo Gallardo.

O Grêmio considera a infração grave e, por isso, entendeu que a reversão dos pontos seria a decisão mais justa a ser tomada pela Conmebol. Os gaúchos também apresentaram documento assinado pelos quatros semifinalistas se comprometendo ao fair play na disputa dos duelos eliminatórios.

Com a eliminação da Libertadores confirmada, o Grêmio agora volta o seu foco para o Campeonato Brasileiro. Com 55 pontos, o time dirigido por Renato Gaúcho ocupa a quinta colocação e busca uma vaga na fase de grupos da Libertadores de 2019.


Fonte:Gazeta Esportiva

Essa bombou! Real e Barcelona disputam a contratação de destaque da Libertadores.

Segundo o jornal Sport, espanhóis foram atrás de Exequiel Palacios, do River Plate. Jogador tem 20 anos e deve ser negociado por 15 milhões de euros, cerca de R$ 62 milhões.


Se em pouco tempo o Real Madrid comprou Vinícius Júnior e Rodrygo, de Flamengo e Santos, respectivamente, o Barcelona deu um troco ao trazer Arthur, destaque do Grêmio. E os rivais agora brigam por mais um atleta do futebol sul-americano. A bola da vez é Exequiel Palacios.

Segundo o jornal espanhol Sport, ambos estão interessados na contratação do meio-campista do River Plate. Aos 20 anos, ele é peça fundamental na equipe de Marcelo Gallardo. Vale lembrar que os Millonarios estão na semifinal da Conmebol Libertadores. No jogo de ida, acabaram derrotados por 1 a 0 para o Grêmio.

Protegido por uma multa de 15 milhões de euros, cerca de R$ 62 milhões, Palacios também tem outro time com interesse no futebol: a Inter de Milão. Ainda de acordo com a publicação, os italianos estão em conversas avançadas com o River por uma negociação. Só que a entrada dos espanhóis certamente dará uma reviravolta no caso por conta da força financeira de ambos.

Na atual temporada, o meio-campista fez 13 jogos e anotou dois gols. Pela Conmebol Libertadores, entrou em campo cinco vezes e fez um gol. Ele vem formando dupla no meio-campo com o experiente Ponzio.

31 outubro 2018

Palmeiras sai atrás, vira, mas sofre empate e cai na semi contra o Boca

Foto:Sergio Baezaghi/Gazeta Press
O Palmeiras chegou à sua primeira semifinal de Copa Libertadores desde 2001, mas parou por aí. Nesta quarta-feira, o Verdão precisava reverter derrota por 2 a 0 na Bombonera, saiu atrás no placar no Allianz Parque, virou, mas viu Benedetto definir o empate por 2 a 2, que classificou o Boca Juniors para enfrentar o River Plate na decisão do torneio sul-americano.

Desde o primeiro minuto, o árbitro Wilmar Roldán mostrou seu estilo de jogo ao deixar de apitar faltas pedidas pelas duas equipes. A impressão era de que o colombiano queria aparecer o menos possível na semifinal, mas já no primeiro tempo, sua participação foi inevitável.

Aos 10 minutos, Deyverson recebeu longo lançamento de Lucas Lima, dominou bem e esperou a passagem de Dudu pela direita. O camisa 7 recebeu na linha de fundo e cruzou rasteiro para Bruno Henrique mandar para as redes.

O gol no início parecia o roteiro perfeito para o Verdão e a festa foi tanta nas arquibancadas que parte dos torcedores nem perceberam a demora para o recomeço do jogo, enquanto Wilmar Roldán recebeia a informação do VAR de que Deyverson estava impedido no início da jogada. Resultado: tento anulado e placar inalterado no Allianz Parque. Mas por pouco tempo.

Depois do VAR, cochilo da zaga joga novo balde de água fria no Verdão
No ataque seguinte, os argentinos pediram nova intervenção do Vídeo, desta vez para marcar um gol, reclamando que Weverton teria defendido chute de Ábila dentro da meta – o que não ocorreu. Com 17 jogados, porém, o Boca chegou de novo ao ataque e, desta vez, abriu o marcador.

Lucas Lima perdeu bola no meio-campo e ficou reclamando de falta. Jara acionou Villa na direita e Gustavo Gómez foi para a marcação, cobrindo o avanço de Diogo Barbosa. Na zaga, Felipe Melo fez a função do paraguaio. Até aí, tudo perfeito, mas quando a bola foi cruzada na área, Luan cochilou, foi antecipado por Ábila e viu o argentino mandar para o gol.

Com a vantagem no marcador, o Boca ficou confortável em campo e administrou o jogo até o final da etapa inicial. O Alviverde, já sem o entusiasmo dos mais de 40 mil presentes, chegou a quase 60% de posse de bola, e teve duas oportunidades para empatar, mas Mayke pecou na finalização e Rossi impediu um gol contra xeneize.

Wilmar Roldán assinalou apenas três minutos de acréscimo, apesar das diversas paralisações, o que causou a maior manifestação da torcida desde a metade do primeiro tempo. O pensamento de atletas e torcedores já parecia mais no clássico de sábado, contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, do que em marcar os quatro gols necessários para ir à final.

Mesmo assim, Felipão sacou Bruno Henrique e colocou Moisés em campo. A alteração, mantendo Felipe Melo e tirando o camisa 19 melhorou o rendimento do Verdão, mas viria a cobrar seu preço no futuro.

Palmeiras volta para o jogo, pressiona, mas sofre novo castigo
Aos dois minutos, Dudu cruzou e Lucas Lima bateu firme, mas Rossi defendeu. Aos sete, após falta cruzada pelo camisa 20, a zaga do Boca afastou, Deyverson desviou, Felipe Melo ajeitou para a área e Luan, sozinho na direita, encheu o pé para empatar pelo meio das pernas do goleiro argentino.

Mesmo o primeiro dos quatro gols que o Maior Campeão do Brasil precisava marcar não animou o time. A torcida comemorou de forma contida e os atletas apenas correram em direção ao meio-campo. Mas o clima mudou com 13 jogados, quando Dudu sofreu pênalti de Isquierdoz e Gustavo Gómez converteu.

O Allianz Parque voltou a explodir em festa e apoio. Até mesmo o amplificador de sons, iniciativa inédita que na primeira etapa captou gritos de “Vai, Mayke”, “Pra cima, Dudu”, entre outros, voltou a reproduzir as músicas cantadas pelos torcedores.

Em meio ao otimismo, Willian sentiu um problema muscular, fruto do desgaste, e precisou ser substituído por Borja, mas foi do outro lado que, mais uma vez, uma substituição mudou o jogo. Ábila saiu para a entrada de Benedetto, que marcou os dois gols argentinos na Bombonera e, mais uma vez, calou o Verdão.

Foram oito minutos em campo, aos 24, quando os donos da casa pressionavam pelo terceiro gol, que o centroavante foi decisivo. O Boca puxou contra-ataque e Felipe Melo, mantido por Felipão apesar do cartão amarelo, não pôde fazer a falta para evitar uma expulsão. Após troca de passes no ataque, em que Lucas Lima demorou na recomposição, Benedetto recebeu na entrada da área e acertou um chutaço parecido ao que definiu o placar na Bombonera e, nesta quarta, fechou o caixão no Allianz Parque.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 x 2 BOCA JUNIORS

Data: 31 de outubro de 2018, quarta-feira
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldan (Colômbia)
Assistentes: Alexander Guzman (Colômbia) e John Alexander Leon (Colômbia)
VAR: Julio Bascuñan (Chile)
Público: 40.299 pagantes
Renda: R$ 3.829.551,24
Cartões amarelos: Luan, Felipe Melo, Deyverson, Gomez (PAL); Ábila, Perez (BOC)
Gols:
PALMEIRAS: Luan, aos 7 minutos do 2º Tempo, Gomez, aos 15 minutos do 2º Tempo
BOCA JUNIORS: Ábila, aos 17 minutos do 1º Tempo, Benedetto, aos 24 minutos do 2º Tempo

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Gustavo Scarpa), Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Dudu, Willian (Borja) e Deyverson
Técnico: Felipão

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nandez, Barrios e Pablo Perez (Gago); Pavon (Zarate), Villa e Abila (Benedetto)
Técnico: Guillermo Schelotto


Fonte:Gazeta Esportiva
 
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