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| O capitão Richie McCaw levanta a Webb Ellis Cup |
Não teve jeito. Melhores do ranking, campeões mundiais de 2011, temidos pelo haka e pelo uniforme preto, os All Blacks conquistaram novamente a Copa do Mundo de rugby, neste sábado, ao derrotarem os Wallabies por 34 a 17 em Twickenham, Londres, diante de mais de 82 mil pessoas.
Bastaram dois minutos de desequilíbrio dos australianos - um antes do intervalo e um depois - para a Nova Zelândia definir o duelo, anotando os dois tries, com Milner-Skudder e Nonu, que lhes renderam a vantagem irreversível.
Quando a coisa apertou, Dan Carter fez a diferença. A frieza nos penais se mostrou também quando o placar estava mais próximo, e ele anotou um belo dropgoal que praticamente sacramentou a vitória. Dos 34 pontos dos campeões no jogo, o camisa 10 anotou 19.
Fora isso, o duelo foi extremamente equilibrado e duro. Os campeões jogaram quase o tempo todo no campo de ataque durante o primeiro tempo, mas encontraram a defesa implacável dos aussies no caminho.
Na segunda etapa, mesmo com o try no início, sofreram um bocado, especialmente com o cartão amarelo de Ben Smith. Com um jogador a mais, osWallabies foram para cima, conseguiram dois tries e diminuíram a vantagem que estava em 21 a 3 para 21 a 17. Mas não foi suficiente.
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| Dan Carter, camisa 10 dos All Blacks, foi o grande nome da final |
David Pocock, mais uma vez, se destacou pelo lado australiano, mostrando porque é candidato seríssimo a "melhor jogador" do campeonato.
Agora tricampeões mundiais, os All Blacks ficarão definitivamente com a Webb Ellis Cup. As outras conquistas foram justamente na primeira e na última edição da Copa do Mundo, em 1987 e 2011.
DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO DOS "RETIRING SIX"
A Nova Zelândia irá perder toda uma geração após a final, campeã do mundo em 2011 e que foi simplesmente dominante deste então, vencendo 50 dos 53 jogos nos últimos quatro anos. "The Retiring Six" é como são chamados Richie McCaw, Dan Carter, Conrad Smith, Ma'a Nonu, Keven Mealamu e Tony Woodcock, todos acima dos 33 anos.
A partida de hoje foi especial para todos eles, mas deve ter marcado mais ainda Dan Carter. Um dos melhores camisas 10 de todos os tempos, ele se machucou antes da final de 2011 e não participou da decisão. Com uma exibição de gala neste sábado, Carter diz adeus da melhor forma possível.
"Eu gritava para a bola 'vai, vai, vai', naquele dropgoal... É um sonho que se tornou realidade", disse o emocionado Dan Carter após o jogo. Ele foi o maior pontuador neozelandes na competição, com 82 anotados.
O JOGO
Troféu em posição, show de aviação sobre Twickenham, um cover de AC/DC tocando do lado de fora, hinos, haka e o apito inicial de Nigel Owens. O duelo começou correspondendo o clima de festa a tensão e já começou intenso.
Encontros, tackles, rucks que faziam a torcida estremecer marcaram os primeiros minutos, enquanto os All Blacks tomavam a primeira iniciativa e os aussies se defendiam com todas as suas ‘armas'.
Chegando perto, mas sem conseguir penetrar na última linha, os neozelandeses abriram o marcador com Dan Carter cobrando pênalti. Não demorou e os australianos conseguiram igualar, também de pênalti, com Bernard Foley.
Só no tempo que os dois camisas 10 demoravam em suas respectivas cobranças já dava o tom da importância do duelo. Concentração era tudo, ninguém queria falhar.
A Nova Zelândia se mantinha no campo rival, mantendo a bola em jogo e buscando o try de qualquer maneira. As duas grandes forças dos dois times estavam bem claras num duelo praticamente de ataque contra defesa.
Já com 9 a 6 no placar, após mais duas penalidades bem cobradas por Dan Carter, de tanto insistir, os All Blacks finalmente encontram espaço nos últimos instantes do primeiro tempo. Nehe Milner-Skudder rompeu pela direita num overlap bem aproveitado por Aaron Smith e saltou tranquilo para o try. Na conversão, Carter, claro, não errou.
Intervalo de jogo e, perdendo por 16 a 3, os Wallabies precisavam de uma mudança gigantesca se quisessem correr atrás. Mesmo se defendendo bem, não conseguiam ameaçar os adversários de maneira alguma.
Qualquer coisa que o técnico Michael Cheika tenha planejado no vestiário ruiu logo na volta. Ma'a Nonu disparou de forma incrível pelo meio dos atônitos australianos e anotou um try sensacional. Mesmo com Carter, já relaxado, falhando no chute, o título parecia estar mais do que encaminhado.
Tudo mudou, porém, quando o All Black Bem Smith tomou o cartão amarelo e deixou sua equipe com um jogador a menos. Os Wallabies aproveitaram bem o momento e conseguiram dois tries, com David Pocock e Tevita Kuridrani, diminuindo o placar de 21 a 3, para 21 a 17.
Foi então que Dan Carter reapareceu na partida. Com um lindo dropgoal, ele tranquilizou as coisas para os donos da casa, e depois acertou o pênalti literalmente do meio do campo. Já com tudo encaminhado, os neozelandeses ainda anotaram mais um try antes do fim, com Beauden Barrett, e comemoraram a vitória por 34 a 17 e o tricampeonato mundial.
Fonte:ESPN








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