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28 março 2014

Sá aprova mudança do Brasil Open e rejeita cronômetro entre pontos

experiente duplista André Sá, no circuito profissional desde 1996, integra o Conselho de Jogadores da ATP

Integrante do Conselho de Jogadores da ATP, André Sá participou da última reunião do grupo, realizada na semana passada. Nos Estados Unidos, alguns dos temas discutidos foram a mudança de data do Brasil Open, oficializada na quinta-feira, e a possibilidade de sugerir a adoção de um cronômetro entre os pontos.
Em 2015, o Brasil Open troca de data com o ATP 250 de Buenos Aires. Na prática, o evento paulistano fica com mais chances de atrair grandes jogadores, já que passa a concorrer com Roterdã (500) e Memphis (250), enquanto o torneio argentino ocorre na mesma semana de Acapulco e Dubai (ambos 500).
“Como brasileiro, adoro ver o Brasil Open na segunda semana da gira da América do Sul, mas também é preciso tomar cuidado para não perder o torneio de Buenos Aires. É um assunto complicado”, afirmou o experiente André Sá em entrevista à Gazeta Esportiva.
O Conselho de Jogadores da ATP, presidido pelo suíço Roger Federer, ainda conta com os tenistas Kevin Anderson, Jarkko Nieminen, Gilles Simon, Robin Haase, Sergiy Stakhovsky, Mahesh Bhupathi, Eric Butorac e James Cerretani. Brian Gottfried e Cláudio Pistolesi completam o grupo.
Um dos pontos discutidos pelo Conselho, eleito pelos próprios tenistas, foi a possibilidade de sugerir a adoção de um cronômetro para garantir que o limite de 25 segundos entre cada ponto seja respeitado, ideia rejeitada por André Sá.
“Esse expediente pode trazer mais problemas do que soluções. O público pode começar a fazer contagem regressiva, pode surgir um vento forte ou alguém na torcida atrapalhando com 5 segundos no cronômetro. Por enquanto, acho má ideia”, explicou Sá.
SÁ ELOGIA PRESIDENTE FEDERER
O Conselho de Jogadores da ATP é presidido pelo suíço Roger Federer, ex-número 1 do mundo e recordista de títulos de Grand Slam (17). André Sá admite que o astro é conservador, mas aprova sua postura no cargo.
“Nos últimos dois anos, o comportamento do Federer foi excepcional. É a pessoa perfeita para presidir o grupo. Ele se importa muito com a classe e mostrou isso lutando pelo aumento e distribuição de premiação nos Grand Slams”, afirmou Sá.
Em 2012, o espanhol Rafael Nadal chegou a criticar Federer por sua suposta falta de empenho em busca de melhorias no calendário. “É uma pessoa conservadora, mas bem preparada e com uma boa visão do que é preciso para evoluir o esporte”, disse Sá.
De acordo com o brasileiro, que integrou o Conselho pela primeira vez de 2002 a 2004, os principais temas da última reunião foram o calendário de 2015, a continuidade de distribuição de pontos para os jogos válidos pela Copa Davis, os qualis de duplas dos ATP 500 e as próximas eleições do órgão, previstas para Wimbledon.
Os dois únicos torneios da ATP realizados no Brasil foram citados no encontro, conta o duplista. “São Paulo obteve somente elogios pela organização. Houve uma melhora espantosa em relação ao ano passado. O Rio Open também foi considerado um grande sucesso em seu primeiro ano de disputa”, relatou.
Após vencer a edição inaugural do ATP 500 do Rio de Janeiro, realizada em fevereiro, o espanhol Rafael Nadal manifestou o desejo de jogar um Masters 1.000 na América do Sul. André Sá vê chances remotas de trazer um evento deste porte para a região, mas também sonha.
“Para isso acontecer, um dos Masters 1.000 teria que vender a data, o que é muito difícil. Ainda há um longo caminho a percorrer, mas acredito que o Rio esteja caminhando para conseguir. Com mais alguns anos de organização e experiência, tenho certeza que a cidade terá condições de fazer um Masters 1.000, se a oportunidade surgir”, disse.


Gazeta Esportiva

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