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| (Foto: Djalma Vassão/ Gazeta Press) |
Um dos maiores tenistas da história e
grande símbolo do esporte brasileiro, Gustavo Kuerten, o Guga, continua
vivendo a modalidade que o fez conhecido por todo o país. Desde que se
aposentou, no começo de 2008, o catarinense ressalta a importância de
projetos públicos e de incentivos do governo para que inúmeros jovens
possam ter estrutura para se tornarem e se manterem como atletas
profissionais.
Durante o 6º ENEG (Encontro Nacional das
Escolas Guga), que reuniu gestores e professores das 48 unidades
franqueadas no país, o tricampeão de Roland Garros afirmou que o tênis
brasileiro ainda precisa surgir. Para ele, isso acontece porque sempre
que o esporte é lembrado na maior nação da América do Sul, é através de
personagens, como ele próprio, e não por dezena de tenistas que que
aparecem constantemente nos principais torneios do circuitos.
“O tênis brasileiro ainda não existe.
Existem os jogadores. Um é número 50, outro é número 20. A Bia (Haddad)
está mal, a Teliana também está tentando, o Thomaz (Bellucci) está em
uma fase ruim, o Thiago Monteiro é um dos mais próximos do Top
100…Infelizmente, quando se fala de tênis aqui no Brasil a gente fala de
personagens, fala evolução, para que tenha vida o tênis brasileiro. A
ideia do projeto é montar uma estrutura, uma cultura do tênis no país”.
Extremamente carismático e buscando
exemplos positivos sempre que fala sobre o esporte, Guga mostra
humildade até mesmo ao falar sobre as outras escolas de tênis ao redor
do mundo. Para mostrar a precariedade da prática local, o ex-número um
do mundo não precisou ir muito longe.
“Vamos pegar o exemplo da Argentina. Se
você for lá, você vai ver, ninguém para de jogar. Os ex-tenistas
continuam vivendo o tênis. Muitos viraram treinadores, se tornaram
professores, e muitos estão participando de alguma forma do tênis. Isso é
uma experiência única, isso faz com que o garoto que está ali tenha
mais chance de se adaptar às dificuldades do tênis profissional”.
Desde que parou de jogar
profissionalmente, há pouco mais de dez anos, Guga viu o Brasil
conquistar apenas quatro títulos de ATP 250, todos eles ganhos pelo
mesmo tenista, Thomaz Bellucci. Já os argentinos celebraram 27 troféus
de ATP 250 e 14 de ATP 500, sendo que nove atletas “hermanos” diferentes
tiveram o prazer de levantar ao menos um caneco.
Além disso, o tênis brasileiro vive uma
das fases mais negativas das últimas décadas. Além da escassez de
títulos importantes, o país não tem nenhum tenista entre os 100 melhores
do mundo na atualidade, algo muito incomum, mesmo nos momentos mais
difíceis vividos por outros atletas nacionais. Enquanto isso, os
argentinos tem cinco, sendo um deles Juan Martin del Potro, atual número
4 do ranking da ATP.
Fonte:Gazeta Esportiva







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Atividade Esporte News
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