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01 abril 2014

Em alta, Alemanha reforça promessa de gols e sucesso no Mundial

Gotze marca no amistoso contra o Chile: jogador é uma das estrelas do Bayern de Munique

Se a Espanha tem individualmente os atacantes mais badalados do mundo, como Messi, no Barcelona, Cristiano Ronaldo, no Real Madrid, e Diego Costa, no Atlético de Madrid, a Alemanha responde com um bom desempenho coletivo. Os números apontam que o futebol do país é o mais ofensivo da Europa, um indicativo a mais para a perspectiva de sucesso na Copa do Mundo que começa daqui a menos de dois meses.
O Campeonato Alemão conta com a melhor média de gols entre as principais disputas do Velho Continente: 3,18. O desempenho é superior se for comparado com Espanha (2,78), Inglaterra (2,75), Itália (2,65), França (2,40) e Portugal (2,37). A Alemanha já vinha com bom desempenho e a liderança na temporada anterior, com 2,93.
O próprio Brasil, em seus principais torneios regionais de 2014, apresenta números bem inferiores ao futebol alemão. Os campeonatos de Rio de Janeiro (2,71) e São Paulo (2,69) são os melhores, seguidos de Paraná (2,58), Rio Grande do Sul (2,41) e Minas Gerais (2,40).
“A qualidade técnica é um fator importante na Alemanha e ainda temos a questão do planejamento. O número de estrangeiros aumentou e desenvolveu mais a qualidade. A Alemanha não investia tanto nessas contratações e isso traz reflexos”, explica Paulo Sérgio, que atuou no futebol alemão durante sete temporadas, inicialmente no Bayer Leverkusen e depois no Bayern de Munique.

De olho na Copa do Mundo, a Alemanha tentará vencer o primeiro título fora do continente europeu. O país foi campeão em 1954 (Suíça), 1974 (em casa) e 1990 (Itália). Para isso, terá de ultrapassar o patamar das edições de 2006 e 2010, quando foi eliminada na semifinal e ficou com o terceiro lugar.
A base da seleção de 2014 é composta justamente por atletas que atuam no competitivo campeonato nacional. Na última convocação do técnico Joachim Löw para o amistoso contra o Chile no início do mês, 15 dos 21 atletas atuavam em clubes da própria Alemanha.
“Os jogadores da seleção alemã têm uma forte motivação para ficar no país. O nível do campeonato é bom e ainda há a questão do público, o estádio está lotado até no jogo do último colocado. Em outros países, não vemos estádios cheios em todas as partidas, algumas equipes jogam para 10 ou 5 mil pessoas”, compara Paulo Sérgio.
Principal potência do país, o Bayern de Munique colhe frutos não só no cenário interno – após ganhar os títulos do Campeonato Nacional e da Copa da Alemanha na temporada 2012-2013. Ainda por cima, o clube levantou as taças da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes. É uma equipe recheada de nomes talentosos, como os alemães Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger, Mario Gotze e Thomas Müller, além de incluir estrangeiros de primeiro escalão: Franck Ribéry, Arjen Robben e o brasileiro Dante.
Na temporada 2013-2014, o time passou a ser comandado por Pep Guardiola - técnico que dominou o futebol mundial com o Barcelona entre 2008 e 2012 - e as perspectivas seguem animadoras. O título nacional já foi garantido com grande antecipação. Na defesa do título da Liga dos Campeões, o time está nas quartas de final e enfrenta o Manchester United, da Inglaterra, na condição de favorito.
“As pessoas devem olhar para todo o processo. O Bayern também demorou a alcançar esse nível atual. Há três anos, o time não ganhava, mas apostou na estrutura, contratou alguns jogadores. Esse mesmo grupo também não ganhou em algumas ocasiões. É um trabalho de médio a longo prazo”, decreta Paulo Sérgio, que ainda foi campeão mundial com a Seleção Brasileira no Mundial de 1994, nos Estados Unidos.


Gazeta Esportiva

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